segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rioclaro e Dotô Tonho no Blues Pub!


Curso de doma natural


ADAMANTINA, SP, dia 10/11: "PALESTRA E DEMONSTRAÇÃO PRATICA:"COMO AS TÉCNICAS DE TREINAMENTO E MANEJO CORRETAS PODEM AJUDAR A PREVENIR LESÕES EM CAVALOS DE ESPORTE" E "COMO HORSEMANSHIP E MEDICINA VETERINÁRIA ESPORTIVA PODEM SE COMPLEMENTAR PARA O BEM ESTAR E LONGEVIDADE COMPETITIVA DOS CAVALOS". Contato com Ju Ju Bernardes

BARILOCHE, ARGENTINA, 15, 16, 17 e 18/11: Clinica de Horsemanship e Rédeas. Contato com Alessandra Rocha Pucci

UNIÃO DA VITÓRIA, PR, 23, 24 E 25/11: Clinica de horsemanship e rédeas no Rancho 2N. Contatos com Josielen Josielen Malschitzky


MACEIÓ, AL, 5 A 9/12: Curso de doma natural e iniciação de potros. Contato com Amds Eventos Amds Eventos Agropecuários

RIBEIRÃO PRETO, SP, 14, 15 e 16/12, Clinica de Horsemanship e Rédeas com sessão especial dedicada a cavalos de equoterapia. Contatos comEmanuela Garcia Bastos

REGENTE FEIJÓ, SP: CLÍNICA INTENSIVA DE TRES TAMBORES E HORSEMANSHIP, DE 18 A 23 DE DEZEMBRO. SITIO SÃO JOSÉ KM 550 RAPOSO TAVARES. CONTATOS COM Mariana Mariana Manganaro.
VAGAS SUPER LIMITADAS, NÃO PERCAM!!

The Old Barr

Andreya Bethânia, Shys Odadjian e Sergio Trappa,

 Renato Faria


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Aldeia Guarani-Kaiowá



Uma carta assinada pelos líderes indígenas da aldeia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e remetida ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI), anuncia o suicídio coletivo de 170 homens, mulheres e crianças se a Justiça Federal mandar retirar o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente às margens do rio Hovy, no município de Naviraí. Os índios pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), enviou carta ao ministro da Justiça pedindo providências para evitar a tragédia.

Leia a íntegra da carta dos índios ao CIMI:

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil

Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.

Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.

Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.

Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.

Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay

(Portal do Luis Nassif)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Tierra Bruta



Summers viveu os horrores da guerra da sucessão, coisas tão violentas que o levaram a jurar jamais empunhar uma arma se da guerra sobrevivesse, o que aconteceu. Agora a viver do outro lado da fronteira com a sua esposa mexicana, vê-se pressionado pelo tirano Ortega a abandonar as suas terras. A promessa de não agressão ao próximo parece pois difícil de cumprir. A vilanagem a mando de Ortega vai eliminando os indefesos rancheiros e só um pistoleiro de passagem pela zona – Steve Fallon – parece ter a capacidade de enfrentar o agressor.
Embora esta não tenha sido a primeira investida no gênero por europeus, foi a primeira a ser rodada na zona de Almeria (Espanha). Curiosamente o realizador nem sequer foi um nativo, mas sim um britânico: Michael Carreras. Homem ligado ao cinema fantástico da produtora Hammer em que trabalhara como produtor e realizador ao lado de nomes consagrados do cinema de terror britânico (Terence Fisher, Christopher Lee ou Peter Cushing).

Apesar da utilização das paisagens desérticas de Andaluzas, que posteriormente seriam imortalizadas em centenas de westerns-spaghetti aí rodados, este “Tierra Brutal” está bem distante das convenções que definiram o género, restaurando a linha mestra do western clássico americano. O filme decorre com ritmo pausado, com poucas cenas de pancadaria ou tiroteio, mas a verdade é que jamais se torna aborrecido. O desfecho acaba até por se mostrar bastante inspirado e violento. Ortega lança um derradeiro ataque sobre o rancho de Summers, onde é recebido com chumbo quente. Apesar da investida falhar, o patife acaba ainda assim por balear Fallon que atropela ainda com a sua charrete, desfazendo-lhe as mãos – uma maldade semelhante à que Corbucci faria alguns anos mais tarde com o seu “Django”.

Confesso que não morro de amores pelo western da escola clássica, mas este “Tierra Brutal” entusiasmou-me de tal modo que até lhe perdoo as medianas interpretações emprestadas pela maioria do elenco. Mais que não seja pelo marco histórico que o filme representa recomendo que lhe deem uma oportunidade a este “Tierra Brutal”. Disponível em DVD via Filmax (Espanha).


Escrito por Pedro Pereira
http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com.br