segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O tempo, os amigos, os bares em um show em Niterói

 Arthon e Luis Bessa da Locomotive Blues Band
Ray Titto, Carlinhos, Marcio Teixeira Titto e Rogério Faria Franco. O cara que ensinou Niterói amar o Lynyrd Skynyrd

Fabio Pinheiro, Eduardo Camacho - aqui, Cazuza  e Victor Lacombe no Fraterno


Dani Lopes, Vanessa Godoy e Lilian Castello Branco

Marcelo Uberaba, Ray Titto, Ernani Junior, Luis Bessa, Fábio Pinheiro, Lós - Tirando Eduardo Camacho e Léo Gil - 
Os caras do Cadillac 55

Paulo Steel, Renata Varella e ao fundo Andréia do Ferreirinha

Vássia o velho Wolffman

Dani Lopes e Dani Dallas de novo num show da banda Rioclaro

Produção! Vanessa Godoy Paulo Steel, Victor Lacombe e Renato Faria

Um reencontro de grandes amigos, Ray, Vanessa Godoy, Marcelo Uberaba e  Luis Bessa

Jean Pierre o Cheff e Douglas dos Anjos Negros

Renato Faria, Renata Varella e Dani dallas

                   
Rogério e Carlinhos  representando a galera da Santos Dumont

Dani Lopes e Renata Varella cuidando dos "meninos"
O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo; existe tempo, por exemplo, nesta mesa antiga: existiu primeiro uma terra propícia, existiu depois uma árvore secular feita de anos sossegados, e existiu finalmente uma prancha nodosa e dura trabalhada pelas mãos de uma artesão dia após dia; existe tempo nas cadeiras onde nos sentamos, nos outros móveis da família, nas paredes da nossa casa, na água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, nos frutos que colhemos, no pão em cima da mesa, na massa fértil dos nossos corpos, na luz que nos ilumina, nas coisas que nos passam pela cabeça, no pó que dissemina, assim como em tudo que nos rodeia; rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é (...) 

 Raduan Nassar, Companhia das Letras, 1989,
Lavoura arcaica
County e Rock and Roll no Fraterno em Niterói RJ

sábado, 13 de novembro de 2010

Prosaico e confessional

Não posso mais errar
É incrível, mas neste ano de erros
Não posso mais errar,
Errante, eu conversava com um amigo
Sobre o céu
O céu que me enche de beleza e tristeza
Afinal aquela luz de branca a dourada
Entre nuvens de azul pálido a pálido violeta
Iluminava o letreiro do supermercado
Eu comprava limões e pensava em você
É o cúmulo da banalidade, errando
Entre as prateleiras e se usamos
A palavra beleza pra este céu em expansão
Isso deve ter algo em comum
Com seu sorriso que ia e vinha
Pálido na minha mente, enquanto eu errava
Distraído entre as prateleiras.
Não posso mais errar, moça
E ultimamente preciso estar derrubado de sono
Pra conseguir dormir
E quando acordo ainda estou meio sonhando
E sinto que posso exagerar tudo
A máquina que deu tilt tende a se repetir
Se repetir se repetir e não posso errar
E se você tivesse me procurado
Por outro motivo, é tanta gente que me procura
O meu vizinho é um velho, acho que tem Alzheimer,
Às vezes ele me encontra no elevador
E conversa como seu eu fosse alguém de sua família
Ele me diz que sempre tenta fazer as coisas certas mas erra
E erra e erra e eu digo: o mundo é assim
A gente faz uma coisa num cenário mas o cenário muda
O que importa é fazer a coisa certa, entendeu meu avô?
Não se deve mentir pra crianças
E pra velhos com Alzheimer? Minto e faço o jogo dele
Sou seu neto e dou conselhos
E saio do elevador e erro, volto a errar.
É estranho esse afeto que conseguimos por acaso
Por um erro, o velho se engana e me ama
Como se eu fosse um dos seus, e um dos mais queridos
Com quem ele se abre.
É com você mesmo que estou falando,
Você sabe, né?
Às vezes parece que você queria ser transparente
E densa, leve e triste como quem anda
Com o coração exposto e eu me pergunto
O que fazer com tanta delicadeza?
Não posso errar, não neste ano.
E se você tiver me procurado porque está perdida
Sem saber o que fazer
E por alguma razão maluca muita gente acha
Que eu tenho as respostas
Outro dia, um aluno me parou no corredor
E me disse que queria conversar
Porque se separou, outro dia
Um amigo telefonou pra mim
Porque ia se separar, outro dia minha amiga
Me chamou, porque tinha se separado
Ela queria que eu conversasse sobre a questão
- será que estamos condenados a ficar sozinhos?
Acho possível, pelo menos minha solidão agora
Pesa como uma condenação
Eu não posso te mostrar esse poema
Prosaico e confessional, então fico errando
Nas entrelinhas. Você não sabe
Que é com você, e nem vai ler
Provavelmente.
Agora, minha ex-mulher que finalmente virou minha amiga
Também pede que eu converse com ela
Ela está em crise, eu disse pra ela investir em alguma forma de arte
Fotografia, acho que todos deviam fazer arte,
E dou pra ela um livro, Sidharta do Herman Hesse
E fora de moda mas eu intuí que ia ser legal pra ela.
E ela me mandou um email dizendo
Que sou uma pessoa ótima e mereço ser feliz
Antes de nos separarmos ela me disse que meu sangue não presta
E que não seria possível a felicidade ao meu lado.
E se for verdade, moça?
Só consigo dormir quando estou extremamente cansado
E os dias têm sido lentos
Como um pesadelo.
Outra pessoa me procurou em crise
Ajudei com meus conselhos e poemas
Todo um ciclo de poemas sobre o girassol
Talvez na cabeça das pessoas alguém que transmite tanta calma
É o que Vavy me disse, não é questão do conteúdo do que digo
Mas eu acalmo as pessoas, por isso elas me procuram
E quem torna sereno deve ser sereno também,
Mas a dedução é errada, só consigo dormir
Quando estou profundamente cansado
E a beleza do céu me encanta e decepciona porque vira moldura
Pra letreiro de supermercado.
Não posso mais errar, neste ano não posso
Já chequei ao meu limite há uns meses atrás
Posso dizer que conheci o inferno
E ainda o carrego comigo como uma névoa cobrindo
O dia, cobrindo o seu sorriso
Fiquei olhando de perfil, você linda
E se o que você quer for mais um tipo de ajuda
Você precisa se acalmar, parece meio triste e sem saber
Aonde ir. E, convenhamos, no meio destes porcos
A coisa fica difícil.
E se o seu afeto for como o do velho
Que me elege seu neto no elevador porque precisa que o neto
Seja a primeira pessoa que ele encontre,
Se o seu afeto for dessas pessoas que esperam algo
Um amigo me disse: “você sempre tem as palavras certas”.
Isso é pros outros, pra meu uso pessoal
Erro entre as palavras e por exemplo não sei mais
Se na verdade sou eu que gostaria de ser transparente
Mas ando com o coração exposto e disse isso sobre você,
O que faz de mim um sujeito estranho
Meu coração anarquista, um sujeito esquisito,
Um cara estranho (você usou essas palavras
Três vezes na sua mensagem) e não posso errar
Não posso errar com você e não posso errar e ponto.
E se o que você quiser for um pouco de calma e orientação
E sem querer você moveu a alma de um cara solitário
Que mal distingue as coisas porque não dorme direito
O afeto do velho, os pedidos de conselhos de amigo
A constatação da minha ex, dessas coisas não me queixo
Seria mesquinho. Mas é que quando eu estava no mercado
No ato banal de comprar limões pensei em você
No seu sorriso e no porquê este ano não acaba logo.
Nada vai acontecer e parece que
De qualquer maneira
Continuo errando.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quarta feira em Nashiville

A presentado pelo superstar da guitarra country Brad Paisley e pela deliciosa saradinha Carrie Underwood ( ao lado), o 44° CMA Awards foi ao ar ontem a noite (10 de novembro) E como de costume, o CMA Awards deve ter sido um grande espetáculo com  incontáveis baboseiras .
No entanto, na quarta fui determinado para a geladeira e derrubei mais de 15 longnecks revendo um velho DVD do bom Willie Nelson. Então vou chutar levando em conta os players do myspace da galera lá de Nashiville. Até porque, nada disso é importante, né não?!. Primeiro chute:

Vocalista (Homem) do Ano
Dierks Bentley
Brad Paisley
Blake Shelton
George Strait
Keith Urban

Chute: Keith Urban

Vocalista (Mulher) do Ano
Miranda Lambert
Martina McBride
Reba McEntire
Taylor Swift
Carrie Underwood

Previsão: Miranda Lambert

Grupo Vocal do Ano
The Perry Band
Lady Antebellum
Little Big Town
Rascal Flatts
Zac Brown Band

Chute: Rascal Flatts

Duo Vocal do Ano
Brooks & Dunn
Joey & Rory
Montgomery Gentry
Steel Magnolia
Sugarland

Chute: Brooks & Dunn

Artista revelação:
Luke Bryan
Easton Corbin
Jerrod Niemann
Chris Young
Zac Brown Band

Chute: Zac Brown Band

Músico do Ano:
Paul Franklin - Guitarra Steel
Dann Huff - Guitarra
Brent Mason - guitarra
Mac McAnally - Guitarra
Randy Scruggs - Guitarra

Chute: Randy Scruggs

Álbum do Ano:
Need You Now - Lady Antebellum
Play On - Carrie Underwood
Revolution - Miranda Lambert
Twang - George Strait
Up on the Ridge -Dierks Bentley

Chute: Need You Now

Single do Ano:
“A Little More Country Than That” – Easton Corbin
“Hillbilly Bone” – Blake Shelton featuring Trace Adkins
“Need You Now” – Lady Antebellum
“The House That Built Me” – Miranda Lambert
“White Liar” – Miranda Lambert

Previsão: Hillbilly Bone

Canção do Ano:
“A Little More Country Than That” – Rory Lee Feek, Don Poythress e Wynn Varble
“Need You Now” – Dave Haywood, Charles Kelley, Hillary Scott e Josh Kear
“The House That Built Me” – Tom Douglas e Allen Shamblin
“Toes” – Zac Brown, Wyatt Durrette, John Driskell Hopkins e Shawn Mullins
“White Liar” – Miranda Lambert and Natalie Hemby

Chute: A Little More Country Than That

Evento Musical do Ano
"Bad Angel" - Dierks Bentley com Miranda Lambert e Jamey Johnson
"Can't You See" - Zac Brown Band com Kid Rock
"Hillbilly Bone" - Blake Shelton com Trace Adkins
"I'm Alive" - Kenny Chesney, com Dave Matthews
"Till the End" - Alan Jackson com Lee Ann Womack

Chute: "Hillbilly Bone".

Música, Vídeo do Ano
"Hillbilly Bone" - Blake Shelton com Trace Adkins
"Need You Now" - Lady Antebellum
" The House That Built Me " - Miranda Lambert
"Water" - Brad Paisley
" White Liar " - Miranda Lambert



Chute: The House That Built Me

Ray Titto

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Motoclubes de Brasília e Rioclaro!








Muito bom fazer parte de mais um encontro dos motociclistas de Brasília reencontrar os bons amigos, as Vulcanas e poder mostrar para o carinha da barraca de cervejas qual é a diferença da nossa música para a sertaneja. Entendeu agora, meu filho? Valeu Betinho!

Falando em motos:
ANIVERSÁRIO DAS VULCANAS

VENHA COMEMORAR CONOSCO 11 ANOS DE ESTRADA E ALEGRIA.
DIA 20/11/2010 EM BRASÍLIA!
LOCAL: CLUBE DO ASTC
Setor de Clubes Sul (em frente ao clube do Rocha) a partir de 12h
ATRAÇÕES :
SORTEIO DE BRINDES
TROFÉUS PARA OS MOTOCLUBES
TESTE DE DINAMÔMETRO

APRESENTAÇÃO DUBLÊ CAR
SHOWS:
ENGELS ESPIRITOS e BANDA CCE (lançando o hino das Vulcanas)
BANDA RIOCLARO
BANDA MOSTARJA
QUARTETO DE BATERIAS
DJ BART
DJ RIBAMAR
DJ SHADE
ÁREA PARA CAMPING ATÉ AS 7:30 DA MANHÃ DE DOMINGO
LEVE O ADESIVO DO SEU MOTOCLUBE.

       VULCANAS MOTOCLUBE
"Paixão por duas rodas, amizade e união"

O Samba, paulistano, errou!

Ele foi marmiteiro e nasceu no interior de São Paulo. Certa vez disse: “Comecei cantando samba, com o nome de João Rubinato, não dava certo. João Rubinato cantar samba é fogo”. Compositor de clássicos como Trem das Onze, Samba do Arnesto e Tiro ao Álvaro e responsável por colocar a capital paulista no mapa do samba no Brasil, Adoniran Barbosa escolheu São Paulo para viver e  para eternizar canções sobre bairros como Jaçanã e Bixiga . Dor, saudade, o dia a dia da gente mais simples virava poesia  na voz distorcida de Adoniran.

Adoniran Barbosa nasceu 1910 e morreu em 1982, mas deveria estar presente no Bixiga, em São Paulo, na lembrança de todos os brasileiros e até nas revistas de Rock and Roll. Na verdade, na verdade: essa história de morte até parece mais uma zoadeira dele. “‘Vocês pensaram que nós ‘fumos’ embora, nós ‘enganemos’ vocês. Nós fizemos que ‘fumos’ e ‘vortamos’. O poeta sacaneava tudo. Filho de imigrantes italianos cantava a sobrevivência do paulistano comum numa metrópole. Através de sua poesia, contou passagens da vida padecida, humilde, e com bom humor sambava com a realidade. Tirou de seu dia a dia a idéia e os personagens de suas músicas. Iracema nasceu de uma notícia de jornal - quando uma mulher havia sido atropelada na Avenida São João. Nasceu e morreu pobre - todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando sucessos com boêmios paulistanos. Numa noite, pagou algumas biritas para Vinícius de Moraes. Foi quando escreveram: “...Se chegue, tristeza. Se sente comigo aqui, nesta mesa de bar. beba do meu copo, me dê o seu ombro, que é para eu chorar, chorar de tristeza, tristeza de amar”.
A carreira de Adoniran decolou de vez quando Trem das Onze venceu o carnaval do Rio de Janeiro em 1965. Depois disso, seu nome passou a ser mais forte no País todo. O momento não poderia ser mais importante, afinal era o carnaval do quarto centenário da cidade do Rio.
Desde agosto, músicos e artistas saudam o centenário de um dos maiores poetas do nosso cancioneiro popular. Menos, o Grupo Especial de São Paulo: Adoniran não foi enredo de nenhuma das escolas que disputaram no carnaval 2010. " Só se conformemos quando o Jóca falou: Deus da o frio conforme o cobertor". Cantava errado pois dizia que seu povo falava assim. Agora, o samba paulistano errou.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vulcanas. 11 anos de estrada!

Andréia
O Moto Clube VULCANAS foi criado em Brasília a partir da forte amizade entre três garotas que faziam faculdade de Comunicação e adoravam andar de moto. Elas sempre se encontravam no Autódromo Nelson Piquet, onde todas as quintas ocorria um encontro de motociclistas. Assim, em dezembro de 1999, surgiu a idéia de montar um Moto Clube feminino, o único em Brasília.


Debra
As primeiras viagens do motoclube no ano de 1999 foram para os Encontros de Pirenópolis e Goiânia, e em 2000 foram para Barra do Garças - MT, Goiânia e Pirenópolis novamente. Daí para frente não pararam mais de viajar para vários encontros de moto pelo Brasil, o grupo foi crescendo e hoje conta com 7 integrantes.

Cris
Os encontros preferidos das garotas são os das cidades de Rio Verde e Jataí, ambas no estado de Goiás, e em 2009 duas delas, Lu e Amanda, fizeram uma viagem para Florianópolis - SC na qual ficaram 15 dias curtindo as férias e as motos.


Merilyn

 O nome VULCANAS faz referência à mitologia grega, do Deus Vulcano, Deus do Fogo e dos Metais que fabricava os relâmpagos de Zeus, mas não foi somente esse o motivo da escolha desse nome, VULCANAS é um nome de sonoridade forte.


Kamila
O brasão, idealizado em conjunto pelas integrantes, busca sintetizar elementos dessa lenda de forma feminina,
Lu
O lema do motoclube é “paixão por duas rodas, amizade e união”, o que descreve bem as prioridades das meninas e resume alguns dos objetivos das VULCANAS que é curtir as motos, viajar para os encontros, conhecer novas pessoas, incentivar e apoiar a presença das mulheres motociclistas e se integrarem no mundo motociclístico sempre marcando presença nos encontros pelo Brasil.

                                     
                                                                             Amanda
Beleza e feminilidade, são itens importantes para o grupo pois elas nunca deixam de andar maquiadas, com jaquetas acinturadas e botas de salto alto.
No dia 20 de novembro as Vulcanas vão comemorar 11 anos de estrada no clube do TCU e a banda Rioclaro, claro, vai tocar muitas canções poeirentas para homenagear todas as aventuras de Mel, Kamila, Lu, Debra, Amanda, Cris e Andréia. Parabéns, meninas! 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pai e Filha

R
Ser pai é sentir no vento o seu cheiro. Ser pai é conhecer o sabor de algodão doce. Ser pai é saber a textura dos seus cabelos. Ser pai é sorrir nos olhos quando vc chora por birra. Ser pai é reconhecer nos seus olhos a minha alma. Sempre. Eterna. Pura. Brilhante. Amada. Protegida. Ser sua cópia em mim e a minha em você. Sou seu pai,e você é minha filha. Encontrei a paz.

Sobre o milagre

O vento na praça parece querer derrubar tudo. Eu me sento sozinho e peço minha cerveja. Vejo o grupo de amigos logo à minha frente, sentados em outra mesa, ficam sacaneando a banda que está tocando. É mesmo uma banda meio nada a ver que imita música cubana. E, entre os amigos, alguns deles serão os próximos a tocar. Eles são bem arrogantes, é o que parece, ficam passando o som por mais de um tempo sem fim.
Mesmo assim é a eles que brindo, silenciosamente e sozinho. Brindo porque eles são amigos, brindo porque as meninas são bonitas, brindo porque eles estão bêbados, brindo porque isso é uma noite a mais. E que motivo a mais seria necessário?

O vento forte realmente aconteceu, mas foi aqui introduzido porque estou falando de milagre. Os idiotas pensam que milagre é fazer vinho de água: estes nada veriam, mesmo que o sol caísse sobre suas cabeças. Milagre é o vento que passa e derruba copos de plástico no chão e tudo no fim fica bem, o garçom vem e põe tudo em ordem.
E nós passamos como traços que logo desparecem.

Isto que escrevo agora é sobre uma simplicidade que vivo procurando, depois de uma música meu irmão me mostrou Be a simple man,
É uma música fácil, mas a facilidade definitivamente não é pra qualquer um.
Acho que nem eu nem ele ainda somos simples e isto é grave. Tão grave que dá nas pessoas a impressão de que somos pesados,mas já somos leves. Nada nos mudará

Para pior.Acredito no que virá, mesmo que seja uma aposta insana.
Derrotada, como uma música meio nada a ver. Aposto no milagre, simples, da vida nova que vem, sempre. Toda vida nova é um milagre, um milagre só por ser nova,
Em sua simplicidade. Os outros não precisam saber. A vida não precisa mudar. Mas o milagre está aí, pra quem quiser ver. Não precisa explicação.

Mesmo assim, seguiremos esperando o dia, aquele dia em que o vento virá de vez
E derrubará esta coisa toda. Quando o milagre será completo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rioclaro no Moto Show Nilson Nelson

Amanhã, terça feira dia 26 de outubro às 20:00H, show da banda no encontro de motociclistas em frente ao Ginásio Nilson Nelson.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Paul McCartney com Wings - Para ouvir e tocar!

Paul McCartney e o violão Epiphone
Paul Mccartney anuncia para novembro relançamento de Band on the run, clássico disco do ex-beatle de 1973 com a super banda Wings vencedor do Grammy, agora remasterizado e com diversos extras. Será uma reedição de luxo, totalmente remasterizada, encartes abarrotados de fotos, DVD com clipes e um especial nunca lançado: One Hand Clapping de 1974. A qualidade do som vem da mesma galera que remasterizou o catálogo dos Beatles, relançado no ano passado. Tem mais: depois de virar avatar, com os outros franjas de Liverpool - no game The Beatles Rock Band - o eterno tocador do "baixo violino"  terá a partir de 5 de janeiro três canções daqueles dias com os Wings no mesmo jogo dos músicos virtuais. Vai ser legal ver a garotada tocando "Band on the Run", "Jet" e "Sing the Changes".

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Novo clipe da banda feito com desenhos sobre o Cerrado.

O diretor de documentários Guillermo Planel começou os trabalhos para o Clipe da música Chão Vermelho. Totalmente animado, os primeiros desenhos foram feitos no mês de agosto pelo músico, compositor e artista gráfico Ray Titto. Todos inspirados no cerrado brasileiro, na sua fauna e nos povos nativos do centro-oeste. Vai ficar bacana! 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Meus amigos



Meus amigos, alegria
Em desespero, festa
Pela falta de motivo
De festejar – felicidade
Como desafio e provocação
Arrancada à fórceps
Dos pesadelos suicidas.

Meus amigos, como vocês serão
Sóbrios? Não sei, não quero saber
E tenho raiva de quem sabe.

Meus amigos, beber
Até cair no meio do caminho
Como as pedras
Chutadas pelo poeta.

Meus amigos, tudo
Deu em nada
Menos ainda
Quase nada: sempre resta
Alguma coisa, um vestígio
Dos projetos inconcluídos
E o amor, sempre,
Será aquele prato
Servido frio.

Meus amigos não são
O áspero edifício, menos
Ainda, o muro:
A rachadura, a fresta
A goteira, o terreno baldio.
Não são também o asfalto,
O caminho: o interstício
Entre a sola do sapato e o chão
O vazio que ressoa
Uma despedida e um sopro
No coração.

Meus amigos, sem nome
Próprio, o que pulsa
É o que há
De anônimo em tudo,
Espuma, superfície fina
Do oceano, da vida
A qualquer coisa
E o quase nada, o nunca
Serão ninguém, a falta
De rumo, o que se define
Pelo que se não é.

Meus amigos, cabelos azuis
E o fogo-fátuo
E as pedras agudas
Polidas na frieza
Do rio
E o merecido esquecimento.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A cidade dos cavalos!

Por todo o cerrado, Sobradinho é conhecida como a "cidade do cavalo", mês passado recebeu a I Cavalgada e o I Encontro dos Produtores Familiares de Mandioca de Sobradinho.

 Os eventos tinham como objetivo fortalecer a vocação turística da região, no entanto, pra todos nós da banda Rioclaro, Sobradinho é um lugar de se fazer bons amigos.

É o único lugar de todo o Centro-Oeste onde você encontra a lendária picanha sanguinolenta do Carioca e a prosa brejeira do Diegão. Um grande abraço pra todos vocês, cavaleiros de Sobradinho!

Bichos do Cerrado - Jaguatirica

A jaguatirica é um animal tão bravo que os colombianos a chamam de tigrinho e os paraguaios de onça-pequena. Caçam à noite e durante o dia, costumam dormir em ocos de árvores e grutas. Vivem aos pares, o que é raro entre os felinos.


Além de subir em árvores com facilidade também são grandes nadadoras.
A grande arma da jaguatirica são suas garras, se não tiver caça ela derruba as telas dos galinheiros com as patas. Ela sempre ataca primeiro com uma boa patada para derrubar a presa, e também não permite que outros animais caçadores entrem no seu território.
É um animal muito difícil de ser domesticado, isso pode até ser conseguido quando é filhote, mas, quando adulta, a jaguatirica muda muito de temperamento. Afinal é um animal selvagem e isso deve ser respeitado.
Nos Estados Unidos a jaguatirica foi extinta e no Brasil está ameaçada de extinção.


Ela é caçada por causa de sua pele, existe o tráfico de animais exóticos que são vendidos para pequenos zoológicos, além disso, por causa do desmatamento falta caça para a jaguatirica e então ela invade as fazendas e é morta.


Novamente o grande predador é o homem.

Leopardus pardalis
Foto: Miguel Mello

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ouvindo Cavalos - Doma Racional

Falando com o Emanuel Botelho dos Santos, excelente cavaleiro que entende o cavalo muito mais do que de cavalo, sobre o objetivo principal da doma racional, assim falou ele: "O objetivo principal é o adestramento sem o uso da violência. Se violência fosse eficiente na educação, os filhos dos bandidos seriam os homens mais corretos do mundo".


Tanto para gente como para animais, o respeito se fundamenta no temor ou no amor. Entretanto, o respeito baseado no medo dura pouco, porque a autoridade fundamentada na ameaça do castigo é falsa e fugaz como a autoridade do ditador: só dura enquanto ele puder esconder suas próprias fraquezas. É por isso que muitos velhos terminam em asilos: não se fizeram respeitar por amor, mas por medo do castigo. Quando perdem o poder de castigar, perdem o respeito dos filhos.


O princípio do adestramento racional é o conhecimento da etologia - comportamento animal. Deve-se partir do fato que um ano para um cavalo corresponde a três no ser humano. Assim, um potro de 4 anos tem a maturidade cerebro-emocional de um menino de 12. Por isso não se pode admirar se um potro recém iniciado, aí pelos três a quatro anos, tenha medo de tudo. "Para ele, tudo é bicho" - diz o amigo Artur.


É devido ao desconhecimento destes fatos que a doma racional é tão criticada. Monty Roberts, "o homem que ouve cavalos", indiscutivelmente o mais famoso iniciador de cavalos, do mundo, também sofreu com esta incompreensão. Durante quase três décadas em que "iniciava" (prefere o termo "iniciar" ao invés de "adestrar" ou "domar") cavalos, sempre fazia a portas fechadas. "Já me provaram que as pessoas não aceitam meus métodos" - argumentava ele. O seu próprio pai, depois de vê-lo iniciar seis cavalos numa única tarde, qualificou a atividade do filho como "suicida".
A intolerância preconceituosa sempre foi o maior empecilho para a divulgação de qualquer idéia nova que mexe com estruturas antigas. Por causa disso Sócrates tomou cicuta, Giordano Bruno foi queimado numa fogueira, Cristo foi crucificado. O mesmo que Monty Roberts sentiu o Fernando Noailles Olivé, um dos maiores entendedores de doma racional, do mundo. Certa ocasião, sendo entrevistado pelo site Dazelo, na Espanha, perguntaram-lhe se alguma vez, quando falava sobre a doma racional, ele teve a impressão de estar pregando no deserto. Assim respondeu Fernando:
"Sim, muitas vezes. Porém é algo que se deve assumir desde o princípio. Há muitas pessoas que se escudam em te ridicularizar. Pessoas disseram que não concordam comigo, pois o sistema que eles utilizam é o de castigar. E, além disso, que gostavam castigar: uma confissão de patologia emocional ao sentir prazer com a dor alheia. Pois bem - lhes respondo - quando eu não sabia domar, também utilizava o mesmo sistema. Agora que aprendi um pouco, mudei. E desafio que nos tragam um potro para cada um, para ver até onde chega um e outro com um dia de trabalho."

Por Eduardo Festugato
Portal do Cavalos Crioulos

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um sabado perfeito!!!

Gente, sabado foi aniversario do Halex Pica Pau, um locutor de rodeio pra la de animado e admirador da Banda Rioclaro. Fui convidada e, claro, fui me sentindo muito honrada pelo convite. Ao chegar la, encontrei muitos amigos queridos, alguns que eu so conhecia pelo orkut a outros que nos acompanham ha bastante tempo. Foi extremamente gratificante chegar ao som de Batidao, ouvir Longneck, BR040, Marvada Jack e tantas outras, e mais gratificante ainda ver as pessoas cantando nossas musicas!!!! Coloco aqui algumas fotos, agradecendo mais uma vez ao nosso amigo Halex por levar nossa musica Brasil afora!!!

                                                           Teve Comitiva Skolboys:                                      Teve Helton, que sempre nos acompanha e que fez aniversario tambem:

                                                      Eu e Srta Olsen cuidando do Pica Pau:



                                                                 O lugar era paradisiaco:


                                                        Teve Rony da UCS, tocando nossas musicas:



                                          Teve nosso fiel escudeiro, Frederico Pacheco:


                                       Teve Ze Pequeno..acreditem, ele eh maior do que a gente!!!!!!!!!!


                                                    Olha a camisa do cara!!!!!!!!!!!!!!!



                                                    Teve eu e Srta. Olsen brincando de fazendeira


                                             Teve Marco Aurelio, mais novo fiel escudeiro da Banda:


                         Leandro, dos Skolboys que tem levado nossa musica pras melhores casas de Goiania:



                         Ao som de Marvada Jack, mais uma garrafa era esvaziada:




















A esses amigos queridos, foi muito bom estar com vcs!!!!