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terça-feira, 18 de agosto de 2015

"Estamos no centro do país e temos muito do cerrado" O cerrado que inspira artistas e biólogos.


O fascínio pela natureza nativa move diversos fotógrafos e ilustradores da cidade.Com diversas técnicas, eles buscam recriar espécimes do cerrado em seus detalhes mais sutis. 
"No princípio era o ermo/ Eram antigas solidões sem mágoa/ O altiplano, o infinito descampado/ No princípio era o agreste: O céu azul, a terra vermelho-pungente/ E o verde triste do cerrado." É assim que Vinicius de Moraes inicia a Sinfonia da Alvorada, dedicada ao então presidente Juscelino Kubitschek e à cidade que nascia no meio do cerrado. As palavras do poetinha exploram esse sentimento ambíguo de vastidão e encantamento para com a natureza bruta, sobre a qual a capital foi erguida. Para quem tem olhos atentos, essa pureza ainda está disponível e é fonte de inspiração. Nas páginas a seguir, apresentamos artistas empenhados em retratar a verdadeira beleza cerratense. Calendário poético"Eu amo o cerrado. Gosto muito de andar e conhecer as plantas. O silêncio é maravilhoso". Com voz mansa e lucidez invejável, é assim que Therese Von Behr, 85 anos, explica por que gosta tanto de pintar a fauna e a flora cerratenses. A lituana Therese chegou ao Brasil em 1956 depois de viver na Letônia, na Alemanha e no Canadá. Com 10 anos, deixou para trás a fazenda da família, fugindo da Segunda Guerra. Em Mato Grosso, virou Teresa e, hoje, atende pelos dois nomes. Em 1974, chegou à capital e se apaixonou perdidamente pelo Planalto Central e sua diversificada natureza. "Não me arrependi nem um pouco de ter vindo para cá. Gosto muito de Brasília, estamos no centro do país e temos muito do cerrado", completa.

"Sempre fui boa em desenho, mas comecei a pintar mesmo depois que cheguei a Brasília", conta. Ela acredita que o talento está em sua genética. "Acho que, quando nascemos, trazemos um bagagem de talentos. Minha mãe era pintora, uma grande artista, viajava o mundo fazendo portraits, e minha ligação com a pintura vem daí", explica Therese, mãe do poeta Nicholas Behr.

"Queria que as pessoas conhecessem a vegetação e a natureza que existem ao redor de onde moram", afirma. Assim surgiu a ideia de produzir calendários ilustrados. "Por meio deles, as pessoas poderiam acompanhar as estações. Em janeiro, pinto uma flor ou animal que aparece em janeiro e da forma como se apresentam em janeiro, que é diferente do resto do ano", completa, com um sorriso de quem contempla uma missão cumprida. Já tem aquarelas prontas para uma próxima edição e está em busca de uma editora parceira.
Em suas andanças, Therese foi além do Quadradinho. Retratou, por exemplo, os biomas de Rondônia, Piauí e Rio Grande do Norte. Mas seu hábitat natural é a chácara da família, perto de Luziânia (GO), destino certo pelo menos duas vezes ao mês. Foi lá em que ela recebeu a reportagem. Durante a visita, interrompeu a fala por instantes quando avistou uma flor no meio do mato. "Nossa, essa é linda demais." Não teve dúvidas: subiu o barranco e atravessou a vegetação seca com mais agilidade que muita mocinha. De lá, questionou o fotógrafo: "Você não vem aqui fazer minha foto com essa flor?".
Pinceladas pela preservação
O envolvimento da bióloga Mari Toshiro, 64 anos, com as artes remonta a suas origens. Descendente de japoneses, resolveu, já adulta, estudar o sumiê, modalidade de desenho oriental. Na técnica nipônica, as ilustrações são feitas com um tipo especial de carvão animal. Formada em biologia, sempre gostou de retratar a natureza e começou a sentir falta das cores no sumiê. "Eu gostava muito, mas somente a preta e a branca não me satisfaziam mais, eu precisava de cores e passei a estudar aquarela artística", conta.

Depois de três anos, conheceu a ilustração científica e se encantou. "Ela é mais real, não podemos fugir do que estamos vendo, não existe muita liberdade para criar e, como a aquarela era muito livre, eu gostei de ter algo mais fixo e real para retratar", explica. O fato de não poder inventar, no entanto, não tira o aspecto artístico da ilustração. "Apesar de ser mais certinha, como se fosse uma fotografia, sempre tem o dedo do artista. O ilustrador enxerga a figura como um todo e coloca sua alma naquele desenho", afirma.

"Retratamos animais e plantas do cerrado, esse bioma riquíssimo que não é muito bem explorado ou divulgado", lamenta Mari, integrante da Associação de Ilustradores Científicos do Centro-Oeste Brasileiro (ICCOB). Com a voz empolgada, porém, acrescenta que o cerrado tem muito de outros biomas e é encontrado, mesmo que timidamente, em quase todo o Brasil. "Tem muita diversidade e quase posso dizer que o cerrado é como a mãe de todas as plantas brasileiras."

Mari, e todos os integrantes da ICCOB, têm uma preocupação em retratar o cerrado antes que mais do bioma se perca. "Somos a única associação de ilustradores científicos do Brasil e precisamos registrar o máximo possível, pois trata-se de um bioma que não é bem conhecido nem por quem vive aqui", protesta. Por isso, ela considera suas aquarelas mais do que arte: são uma forma de protesto e alerta.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Breve, o novo álbum da banda Rioclaro!


O novo álbum da banda Rioclaro "Gringo!" traz uma história fragmentada, com narrativa baseada em lembranças de velhos filmes italianos, imaginações fictícias e personagens reais. O tema principal, a América Latina, está envolvido em todas as ações vistosas do CD: na incursão da poesia de Galeano, de Guimarães Rosa e Drummond, nas imagens de longos planos sequencias do voo do Condor sobre o altiplano andino.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Hoje é o dia do Cerrado!


Seriema (Cariama cristata)
A seriema parece que está usando maquiagem, pronta para sair para paquerar. Possui bico vermelho, anel azulado nos olhos e uma crista que se parece com cílios bem longos. Apesar da descrição parecer meio brega, é uma ave muito bonita. Endêmica da América do Sul, é muito desejada por observadores de aves estrangeiros que visitam o Cerrado e o Pantanal

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A onça pintada e sua mordida poderosa



Disse o boiadeiro: " Já vi onça pegar muita criação. Ela vem sondando e, quando o gado assusta, ela já voou no boi. Pega com uma unhada no nariz, outra no lombo, e aí mete o dente na nuca. Quebra o pescoço. Ela arrasta um boi inteiro. Porque onça não come no lugar que matou. O bicho tem força como se fosse uma esteira de trator. É muito perigoso esbarrar na carniça com ela por perto"



À primeira vista, a onça pintada parece-se muito com o leopardo. Contudo um exame mais detalhado mostra que sua padronagem de pelo apresenta diferenças significativas. Enquanto o leopardo apresenta rosetas menores mas em maior quantidade, as manchas da onça são mais dispersas e desenham uma roseta maior, algumas delas com pontos pretos no meio.A cabeça da onça é proporcionalmente maior em relação ao corpo. O grande declínio do seu habitat no norte e a fragmentação nas outras regiões, contribuíram para o estado de ameaça iminente. Na década de 1960, houve uma diminuição significativa no número de indivíduos, pois anualmente mais de 15 000 peles foram exportadas ilegalmente da Amazônia Brasileira.Ocorre em vários tipos de habitat, desde florestas como a Amazônica e a Mata Atlântica, até em ambientes abertos como o Pantanal e o Cerrado. São animais de hábitos solitários, tendo maior atividade ao entardecer e à noite. São territorialistas, ocupando, na dependência do tipo de habitat, de 25 a mais de 80 km², onde o território de um macho se sobrepõe ao de duas ou mais fêmeas.
A onça pintada e sua mordida poderosa


.A onça pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil, necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia e é uma excelente caçadora. Suas principais presas são antas, veados, capivaras e até mesmo jacarés.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Rioclaro na Barca Brasília - Um espetáculo no Cerrado!







O projeto de uma barca para passeios náuticos nasceu em 2006 com a proposta de ser um empreendimento de valorização de Brasília, sua história e meio ambiente ao aliar turismo, lazer e conscientização. Para que se concretizasse esse objetivo, os idealizadores buscaram um projetista com experiência significativa na construção de embarcações e apostaram naquele que seria o melhor formato para águas abrigadas - surgia a Barca Brasília.

A Barca é responsável por passeios que unem o espetacular e o lúdico, realizando no mais belo cenário da capital verdadeiras aulas sobre as belezas naturais e arquitetônicas que povoam a cidade. Há o intuito de despertar nas pessoas a visão de que o lago é um espaço democrático e vivo, totalmente integrado com Brasília tanto em sua concepção quanto dos pontos de vista ambietal, social e cultural. As informações transmitidas surpreendem e contribuem para o enriquecimento cultural do visitante, permitindo ao navegante revisitar a história da cidade e construir um novo olhar sobre seus principais temas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Depois de 96 dias de seca, chuva pode cair nesta sexta-feira



Na véspera da primavera, que se inicia amanhã, o brasiliense pôde voltar a sentir o cheirinho da chuva. Após 96 dias sem precipitações, completados na noite de ontem, são esperadas para hoje pancadas de chuva e trovoadas em algumas regiões do Distrito Federal, de acordo com o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet).
A mudança no clima levou, inclusive, a Secretaria de Estado de Defesa Civil a retirar o estado de alerta em que o DF se encontrava havia 17 dias. “Para que se mantenha essa condição, a umidade precisa estar entre 12% e 20% por mais de três dias consecutivos, mas desde segunda-feira (17) temos alcançado índices mínimos de 25%”, explica o subsecretário de operações da Defesa Civil, Sérgio Bezerra.

Ontem, foram registrados 36% com pico de 65% ao meio-dia, segundo o subsecretário. As condições meteorológicas melhoraram tanto que mesmo o estado de atenção — entre 20% e 30% — foi retirado. Com a previsão de chuvas para os próximos dias, Bezerra explica que a preocupação da Defesa Civil deixou de ser a estiagem e passou a ser os temporais.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A alma da terra - Cerrado brasileiro


" Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.


Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM.



É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso". Está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico é um idioma originário da Alta Mesopotâmia, ( séc VI ac), e era a língua usual do povo, enquanto o hebraico era mais utilizado em ritos religiosos. Jesus sempre falava ao povo em aramaico. 

A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre 



Chão Vermelho - Banda Rioclaro

sábado, 19 de novembro de 2011

Não é beija-flor é caga-sebo

A cambacica é um pássaro muito bonito e barulhento. Apesar do tamainho - pouco mais de 10 cm - emite um canto que chama muito a atenção. Seu nome científico é "Coereba flaveola" e ela recebe muitos nomes populares Brasil afora: mariquita, cabeça-de-vaca, sebito, papa-banana, sebinho. Em Ibiraçu (ES) e Niterói (RJ), é chamada de caga-sebo. Alimenta-se de frutas, néctar e pequenos insetos. Adora bananas, tanto que em Inglês seu nome é Bananaquit. Vive do México para baixo em toda a América.




Existe em todos os países da América do Sul, com exceção do Chile. No Brasil, está presente em todo o território, com exceção de algumas áreas de densas florestas na Amazônia. Vive solitária ou aos pares na época da reprodução. Fêmeas e machos são idênticos. É muito agressiva, sendo comum presenciarmos brigas entre indivíduos acabarem agarradas no chão. Na minha casa, aqui em Brasília, elas brigam com o reflexo nas vidraças das janelas. Curiosamente, constroem dois ninhos, um para a reprodução, feito pelo casal, e outro construído solitariamente para e descanso e para o repouso noturno. Normalmente o ninho para descanso é feito pendurado na ponta de um galho, funcionando como um saquinho de dormir..



 
Quem quiser ouvir o maravilhoso canto clique http://www.xeno-canto.org/browse.php?query=coereba+flaveola

Por: Geremias Pignaton
FONTE: Blog do Gerê

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Graphic Novel Clip - Rioclaro



Direção - Guillermo Planel
Ilustrações - Ray Titto Gonzales
Edição - César Trindade
Texto, legendas - Daniel Faria
Música - Rioclaro
Produção Executiva: Renata Varella
Produção musical - Grilo Studio GR01
Selo - Guitarra Brasileira/ Tratore
Duração: ‎5:12
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CHÃO VERMELHO
Letras - Lyrics
Ray Titto/ RIOCLARO
Faz um longo tempo nem sei
Eu te encontrei e quis ficar
Eu só queria um lugar pra mim
Minha riqueza era viver assim
Estrada foi de coração
Estrada foi uma canção
O chão vermelho eu sangrei
E aqui lutei

O sol se mandou ligeiro outra vez
O tempo a gente viu passar
Na paisagem lisa vem o fim
Tudo aqui é tão parte de mim
Então plantei a devoção
Então plantei minha paixão
O chão vermelho eu sangrei
E aqui lutei

E agora como aquele trem
Nessa linha não vou andar
Sua bandeira eu enfrentei
Verde amarelo eu azulei
E o velho trem passou
E o velho trem não voltou
O chão vermelho eu sangrei
E aqui lutei.

E o velho trem passou
E o velho trem não voltou
O chão vermelho eu sangrei
E aqui lutei.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Amigos do mato e das florestas

Solicitação de Auxilio
 Precisamos ativar o Coração de todos os nossos queridos (amigos, familiares, conhecidos)...
A hora é agora...
Estamos há um mes do Ato, e queremos reunir no minimo 500.000 Guerreiros em prol da Florestas, Biomas e Recursos Naturais, que são vitais para nós e todas as gerações futuras.
Ative seus contatos com intenção de estar Semeando boas intenções...
Sugestão: Quando encontrar alguma noticia ou comentario em prol da Floresta, Xingu, Cerrado, Recursos Hidricos, etc... Ative e conscientize da importancia da pessoa que postou, e de quem comentou (principalmente) estar presente no Ato Nacional em Brasilia... Essas pessoas que estão comentando querem participar, e muitas não sabem como... são as chamadas Sementes Potencial.
Vamos semear corações...
Aho!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

XI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é um momento de celebração da cultura popular brasileira e de intersecção entre as mais diversas manifestações da cultura tradicional espalhadas pelo centro-oeste e por todo o país. Cada um a seu tempo e a sua maneira reproduzindo com orgulho seus ritos e festejos.

Índios, mestres e brincantes, donos de um conhecimento milenar estarão ao no...sso lado para prosas, oficinas e apresentações, compartilhando histórias e costumes. Violeiros, catireiros, artistas circenses, capoeiristas. Velhos, crianças e adolescentes em total sintonia com a natureza e com nossa diversidade cultural. Maracatus, congadas, folias, fandango e carimbó.
Somado a isso, o cenário encantador da Vila de São Jorge, com sua gente simples, seu céu estrelado e a imensidão da Chapada dos Veadeiros ao fundo. Participe conosco e nos apóie nesta experiência inesquecível.

Sexta, 22 de julho às 08:00 - 30 de julho às 22:00
Distrito de São Jorge, Alto Paraíso, Goiás
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The Meeting of Traditional Cultures of the Chapada dos Veadeiros is a time of celebration of Brazilian popular culture and the intersection between the various manifestations of traditional culture around the Midwest and throughout the country. Each in its own time and way playing with pride their rites and festivities.

Indians, teachers and revelers, owners of an ancient knowledge will be alongside us for prose, workshops and presentations, sharing stories and customs. Guitar players, catireiros, circus performers, capoeira. Old men, children and adolescents in total harmony with nature, and with our cultural diversity.

Added to this, the enchanting scenery of the town of St. George, with its simple people, their starry sky and the immensity of the Chapada dos Veadeiros in the background. Join us and support us in this unforgettable experience.
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El Encuentro de Culturas Tradicionales de la Chapada dos Veadeiros es un momento de celebración de la cultura popular brasileña y la intersección entre las diversas manifestaciones de la cultura tradicional en todo el Medio Oeste y en todo el país. Cada uno en su propio tiempo y manera de jugar con orgullo sus ritos y festividades.

Indios, los profesores y juerguistas, los propietarios de un conocimiento antiguo se junto a nosotros para la prosa, talleres y presentaciones, compartiendo historias y costumbres. Guitar jugadores, catireiros, artistas de circo, capoeira. Ancianos, niños y adolescentes en total armonía con la naturaleza y nuestra diversidad cultural.

Sumado a esto, el encantador paisaje de la ciudad de San Jorge, con su gente sencilla, su cielo estrellado y la inmensidad de la Chapada dos Veadeiros, en el fondo. Únase a nosotros y nos apoyen en esta inolvidable experiencia

terça-feira, 7 de junho de 2011

SAYING NO TO BELO MONTE DAM!

DEAR FRIENDS…

We all care about Amazon… we all want to act against destroying this beautiful place on Earth, a place which is without a doubt one of the hearts and source of life to all the planet.
We also know how cruelly are human's rights violated there, how many people already died to fight for human rights and protecting the Nature from destruction. We know the facts, we know the companies, we know that behind all of that sta...nd money and greed.
I know there are already many groups and pages to support Amazon and People in Amazon. .. but please use this event to spread some important links, petitions and addresses among your friends.
All this event is about SAYING NO TO BELO MONTE DAM.
Below you will see the letter from indigenous people of Xingu who ask for INTERNATIONAL support to SAY NO FOR BELO MONTE DAM.
eneath that, you will find few very important active petitions to government of Brazil.

Next, you will find few documents explaining WHY Belo Monte project is so dangerous and shouldn’t come into life.
… and finally at the end you will find e-mail addresses (to copy and paste) to Brazillian Embassies all around the world, postal addresses, phone numbers… Please use them to write your private letters. If I may ask... please do it at least once per every week till we all won't be sure the plans for building the dam become the past. This will make a change.
Special thanks to Amazon Watch, International Rivers, all Amazon protecting movements, human rights movements… and YOU for your time and such a huge engagement in saving life.
Okay… so… here we go…:
Indian Chief Raoni and representatives of indigenous peoples of Xingu (Brazil) request international support against the proposed Belo Monte dam project.
Letter:

“We, the indigenous people of Xingu, do not want Belo Monte. We, the indigenous people of Xingu, are fighting for our people, our land but also for the future of the planet. President Lula said he was worried about the Indians, he was concerned about the Amazon and that he did not want international NGOs. We, the 62 indigenous leaders of the vilages of Bacaja, Mrotidjam, Kararao, Terra – Wanga, Boa Vista Km 17, Tukama, Kapoto, Moikarako, Aykre, Kiketrum, Potriko, Tukai, Mentutire, Omekrankum, and Cakamkubem Pokaimone, have already undergone many invasions and faced many dangers.

When the Portuguese arrived in Brazil, we Indians, were already there; many have died, many have lost their vast territories, most of their rights, many have ost part of their culture and others have totally disappeared.
The forest is our grocery store, the river our market. We do not want the Xingu rivers to be invaded and that our villages and our children, who will be raised according to our customs, be in danger. We do not want the Belo Monte hydroelectric dam because we knowit will only cause destruction. We are not only thinking about the local implications, but about all the descructive consequencesof the dam: it will attract even more business, more farms, it will promote the invasion of our lands, conflicta and even the construction of other dams. If the white man continues, everything will be destroyed very quickly. We ask: “What more does the government want? What good will so much energy do after so much destruction?”

We have aready held numerous meetings and have participated in major events to oppose the Belo Monte complex, as we did in 1989 and 2008 in Altamira, and in 2009 in the vilage of Piaracu where many of our leaders were present. We have personally talked with President Lula to convince him that we did not want the dam and he promosed us that it would not be forced upon us. We have also personally talked with Eletronorte and Eletrobras, as well as with FUNAI and IBAMA. We have already warned the government that if the dam project went through, the war would be declared and he would be made accountable. The government has not understood our message and again, has taunted the indigenous peoples, ensuring that it will build the dam at all costs. When President Lula said this, he showed that he paid no heed to the voice of indigenous peoples ad that he did not recognize our rights. His lack of respect led him o plan the teder for the Belo Monte during the Week of indigenous peoples.
Because of this, we, the Indians of the Xinguregion, have invited James Cameron and his team, representatives of the Xingu Forever Movement (as well as the women’s movement, ISA and CMI, AmazonWatch and other organizations). We want them to help us communicate our message to the world and to the Brazilians themselves who do not yet know what is happening in Xingu. We invited them because we know there are many people in Brazil and elsewhere who want to help us protect our rights and territories. They are welcomed among us.
We fight for our people, our lands, our forests, our rivers, for our children ad the glory of our ancestors. We are also fighting for the future of the plaet because we know that these forests are not only beneficial to the indigenous people but to the Brazilian society and the world as well. We also know that without these forests, many peope will suffer, much more than from all the destruction that occurred in the past. All life is interconneted, like the bood that unites families. The world must know what is happening here. People must realize that destruction of forests and indigenous peoples will translate into their own destruction. It is for these reasons that we oppose Belo Monte. The dam will cause the destruction of our people.
In conclusion, we proclaim that we are determined, that we are strong, that we are ready to fight and that we remember the words of a letter that a North American Indian had once sent to his President: “It is only when the white man has destroyed the whole forest, when it has killed all fish and animals and that all rivers have dried up that he will realize that nobody can eat money.”

AUTHORS: Cacique Bet Kamati Kayapo, Cacique Raoni Kayapo, Yakareti Juruna.
03.06.2011

Source: http://www.raoni.fr/actualites-47.php



Please support Chief Raoni’s petition:

”I support Chief Raoni and indigenous peoples of Xingu and request the permanent abandonment of the proposed Belo Monte hydroelectric dam project.” http://www.raoni.fr/signature-petition-1-EN.php


Please support Amazon Watch petition to Brazilian Government.

” We've already delivered half a million signatures to Brazilian president Dilma Rousseff, but we're just getting started. Help us stop the Belo Monte Dam by signing the petition here!”~ Amazon Watch

” Dear Brazilian Government:I support the demands of Brazilian civil society and urge you to defend the Amazon and its people and stop the Belo Monte Dam Complex.

http://amazonwatch.org/take-action/stop-the-belo-monte-monster-dam

Why NO for Belo Monte Dam project?
Please watch document directed by Amazon Watch and International Rivers.

Amazon Watch and International Rivers have teamed up to create a state-of-the-art 10-minute Google Earth 3-D tour and video narrated by actress Sigourney Weaver, with technical assistance from Google Earth Outreach. The video is in support of Brazil's Movimento Xingu Vivo Para Sempre (Xingu River Forever Alive Movement). The tour allows viewers to learn about the harmful impacts of, and alternatives to the massive Belo Monte Dam Complex on the Amazon's Xingu River.

”Defending the Rivers of the Amazon, with Sigourney Weaver”: http://youtu.be/Melq7VA7FjY


Please watch “A last stand for the Xingu” document direced by AmazonWatch: http://youtu.be/HvbOTrczxAA


Please listen to the message from Chief Raoni (document directed by AmazonWatch) : http://youtu.be/_tz_t6HdR44



Please listen to the message from Antonia Melo - Xingu Alive Forever Movement: http://youtu.be/xGehiu2h0As



Please watch “A Message From Pandora” document about the battle to stop the Belo Monte Dam ~ directed by James Cameron: http://youtu.be/RjfLyGTXSYo



Please write your personal letter to the Brazilian Embassies all over the world. To do so, you can use this e-mail list line.

Explanation for a single e-mal address you wil find in the link below the list of addresses:



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pheeewwwww.....
Here are the explanations for the addresses listed above: http://embassy.goabroad.com/embassies-of/brazil


There are some lacking e-mail addresses in our world map, so for anyone who has the possibility and would like to contact with Brazilian Embassies in: Burkina Faso, South Africa, Sri Lanka, Sudan, Geneva, Tanzania, Togo, Atlanta in USA use those info below:


Embassy of Brazil in Ouagadougou, Burkina Faso
Ambassade du Brasil a Ouagadougou
Hotel Sofitel Ouaga 2000, chambres 529/530, 10 B.P. 13571, Ouagadougou 10, Burkina Faso


Embassy of Brazil in Pretoria, South Africa
Hillcrest Office Park, Woodpecker Place, First Floor, 177 Dyer Road, Hillcrest, Pretoria, GA 0083, South Africa, PO BOX 3269, Phone: (2712)366-5200, Fax: (2712)366-5299


Consulate of the Federative Republic of Brazil
Morven House, 16 Queen's Road , Colombo 3, Sri Lanka, Phone: 11-556.6900, Fax: 11-556.6999


Embassy of Brazil in Sudan
Endereco para entrega de Mala Diplomatica
Rua Kamel Magzob , Casa 110, Bloco 21, Riyadh, Khartoum, Sudan, Phone: 00 249 1 8321 7079, 00 249 1 8321 7069 , Fax: 00 249 1 8321 7049

Consulate General of Brazil in Geneva
54, rue de Lausanne , 1202 Geneve ,Phone: 022 906 9420 , Fax: 022 906 1994 35

Embassy of Brazil in Tanzania
BARCLAYS BUILDING, 40. ANDAR, OHIO STREET, UPANGA , P.O. BOX 105818, DAR ES SALAAM, TANZANIA, Phone: (25522) 212-6920 (GERAL),Fax: (25522) 212 9664

Embassy of Brazil in Togo
Cite OUA, rue de la Presidence de la Republique Anexe, s/n, Lome, Togo, Phone: (00228) 261 5684, 261 5658, 261 5659, Fax: (00228) 261-5683

Consulate General of Brazil in Atlanta, United States
3500 Lenox Road NE, One Alliance Center, Suite 800, Atlanta-GA, 30326, Phone: 1(404) 949-2400, Fax: 1(404) 949-2402


Korubo - A comunidade indígena manifesta-se sobre a defesa do Xingu.

O Itamaraty tem que aceitar a decisão da OEA em parar Belo Monte. Já que o Brasil é signatário de tratados internacionais, pedimos que o Brasil respeite estes Tratados.

Assim, para edificar um novo mundo que respeite a Lei da Mãe Terra, onde o valor da Vida está acima do valor do dinheiro.
O Movimento Indigena Revolucionário entregou ontem em Protocolo da OAB Federal a Petição da Rede GRUMIN de Mulheres Indigenas que pede que o presidente da OAB entre com todas as medidas para defesa do Xingu e suas populações e pela não construção da UH Belo Monte.

Fonte: Blog Resistência Indígena Continental

sábado, 28 de maio de 2011

O massacre da Fazenda Santa Sofia

O safári turístico para abate de onças no Pantanal podia custar de US$ 30 a US$ 40 mil. Os cálculos foram divulgados hoje pelo superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), David Lourenço. Segundo ele o pacote é completo e inclui desde passagem aérea, translado e hospedagem em hotel até equipamento necessário para acampar na mata e armamento para abater o animal silvestre.

O superintendente estima ainda que os safáris turísticos eram promovidos há pelo menos quatro anos na fazenda Santa Sofia, em Aquidauana, onde foram encontradas ontem à noite, duas cabeças de onças, peles de vários animais silvestres, entre eles uma sucuri de mais de três metros, cinco rifles, armas e outros artefatos. As contas foram feitas, de acordo com ele com base no vídeo, que foi gravado há cerca de dois anos e já divulgava a prática.
Lourenço destacava ainda que os turistas ainda levavam um troféu. "Depois de matar a onça, eles fazem um recorte em formato de travesseiro no lombo do animal. Isso é considerado o troféu do safari”, revelou.

Por enquanto o Ibama, Polícia Federal e Embrapa Pantanal estão fazendo um trabalho de perícia. Após a conclusão eles devem fazer um relatório do caso que deve ser enviado ao Ministério Público Estadual (MPE) para as devidas providências. Os responsáveis identificados também responderão a processo administrativo no Ibama.
VÂNYA SANTOS E ROSANA SIQUEIRA
06/05/2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Caça turística de onças no Brasil!

Para quem ainda não está sabendo a Policia Federal desvendou caça turística de onças na Fazenda da Beatriz Rondon (é Rondon!) no Pantanal Sul.

Ano passado a operação Jaguar já tinha interceptado uma quadrilha que agia tb no Pantanal Sul, inclusive com caçador "regenerado" (Tonho da Onça) que trabalhava para Projetos de Conservação de Onça Pintada no Pantanal atirando dardos anestésicos e biólogo de Curitiba que fazia a taxidermia dos troféus. Tonho tá foragido, mas é ele que aparece no vídeo abaixo.
Pois é, o caso é grave, tão ganhando dinheiro (e MUITO) vendendo caça de onça e outros animais selvagens por aí.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Onças abatidas como atração turística!


As imagens mostram a caça clandestina em fazenda como atração turística. Onças eram abatidas por caçadores armados com espingardas e carabinas.
"caça a onças no pantanal de Mato Grosso do Sul.mp4"
http://www.youtube.com/watch?v=fs1phW_r2aU

Chocou-se e indignou-se. Só isso não basta. A Sra. Beatriz Rondon corre o risco de não ser indiciada por crime ambiental, pois as autoridades tendem a entender que não pode ser comprovado que ela participou da matança dos bichos. Brincadeira né? A Sra. Beatriz Rondon é rica fazendeira da região do Pantanal Sulmatogrossense, se diz ambientalista e fatalmante se safará desta. Participe do Abaixo-assinado on-line PELO INDICIAMENTO DOS CRIMINOSOS CAÇADORES DE ONÇAS E OUTROS ANIMAIS EM EXTINÇÃO E PROTEGIDOS POR LEI NO BRASIL.

Clique no título da postagem e participe do abaixo- asssinado
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N9593
A causa lhe comove?
Repasse para os seus amigos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Minha conversa com John Fante

Minha conversa com Fante


Neste ano desci duas vezes ao inferno. Descer talvez não seja a melhor palavra, porque o inferno não está abaixo da superfície, no porão do mundo, o inferno é apenas um certo ritmo da vida, uma desorientação fundamental que procuramos esconder sob o véu da realidade. Deixar o inferno subir até você tem um teor libertário, você não é uma presa fácil da realidade e seus artifícios. Por outro lado, o inferno é irrespirável: pensei numa imagem assim, uma sede de quem comeu girassol em pó e pra quem a água se tornou tão imaterial quanto o ar. Quem conhece o inferno precisa de três coisas (todos precisam, mas quem conhece o inferno precisa com mais intensidade): amor, amizade e arte. E aí entram os shows da Banda RioClaro neste ano. Um, em especial, num domingo seguinte ao dia em que eu pensei que queria dormir por uns 10 meses. Estar acordado pra certos encontros da vida é um primeiro passo: o encontro entre uma certa tonalidade do céu de vermelho a azul contra o lago quase dourado e a música que anima duas meninas, duas pequenas dançarinas sobre a grama intensamente verde. Depois de estar acordado, despertar. Iluminar-se. Respirar. Enfim, por isso resolvi escrever, como agradecimento, essa conversa imaginária com John Fante, seguindo uma dica do Ray (um puro devaneio, sem pretensão, não finjo dar conta de um nome consagrado, um livro que esmaga aqueles que tentam copiar o seu estilo, enquanto escrevo isso em meu computador empoeirado).

Eu: Tenho alguns textos, umas coisas meio parecidas com livros, vou soltando meio aleatoriamente porque não tenho essa convicção que vejo em você sobre duas coisas: o meu talento literário e o sentido de ser alguma coisa na vida como um escritor. A minha dúvida é: existe algum lugar adequado para os livros?
Fante: O deserto.
Eu: As cascas de laranja jogadas no chão, as velhas solitárias, os casais brigando, as crianças que nascem a contragosto, os taxistas; isso tudo não é estética, certo?
Fante: São sinais, indícios de alguma coisa parecida com salvação.
Eu: As coisas estão cheias de anjos, ouvi dizer.
Fante: Eu preferia bons charutos, uma noite com aquela mulher de pele cor de raposa, eu preferia ser o autor.
Eu: Isso você conseguiu, ser autor. Tem até seus porta-vozes oficiais e imitadores.
Fante: É uma ironia da história.
Eu: Uma mentira, e não um desejo. O sujeito começa a se levar a sério.
Fante: Do mesmo jeito, o dinheiro é bom porque liberta, mas dinheiro deve ser amado apenas platonicamente.
Eu: Também li isso em algum lugar. Também ando em torno dessa questão do amor, do amor que só faz sentido pra quem é solitário, os momentos de brilho intenso, sempre passageiros, uma recordação depois da outra, até um ponto em que tudo mal se inicia e já é despedida. A memória cansa mais do que a esperança.
Fante: De vez em quando, interrompo as divagações inventando uma perspectiva diferente, por exemplo: um rato observando um escritor debruçado sobre a poeira, sonhando com sua maravilhosa namorada mexicana. Isso dá mais densidade pra realidade, mas também indica que o tempo não é só esse em que estamos presos, esse apocalipse sem fim.
Eu: Aquela princesa que não vai se importar com o fato de você não ser um vencedor, aquela que foi menosprezada como nós. Palmeira, palmeira, palmeira, palmeira. Dois dias seguidos?
Fante: Acreditar em palavras é a pior forma de loucura.
Eu: Alberto Caeiro, Zaratustra (que é melhor do que Jesus), Bandini, muitos dos melhores sujeitos dos últimos tempos são fictícios.
Fante: A realidade asfixia. Mas a ficção não é mentira, não é o oposto do real porque é desejo.
Eu: Nesse sentido é que eu queria entender de anjo. Um anjo me trazendo uma boa garrafa de vinho. Pra te dizer a verdade, não me interesso pela literatura. Acho isso meio bobagem. Não quero um livro que não seja um bilhete premiado pra reinventar o desejo por uma boa namorada e um bom vinho.
Fante: Devaneios. Deus devia ter lido Nietzsche antes de criar o mundo.
Eu: Quando o Bandini diz que poderia ser qualquer coisa, um milionário, um jogador de beisebol, um escritor, eu, diferente de muita gente, acho que é a sério. Ele poderia ser qualquer coisa mesmo, e por extensão, você. Mas você não é Bandini, do mesmo jeito que ele não é o jogador de beisebol. Ele e você e eu somos o que poderia ser qualquer coisa dessas, pessoas comuns. Essa é toda diferença, que acho que alguns confundem quando pensam que fazendo de conta que são Bandini (por exemplo, reclamando da falta de grana) vão virar John Fante. Eles se esquecem, acho, que tudo é possível, incluindo Zaratustra e Caeiro, por conta desse poder ser mesmo, são prisioneiros do ser. Uma coisa é um cara que aspira a ser milionário, outra é o que é milionário, que se confunde com esse papel, a mesma merda rola com o sujeito que se convence que é escritor.
Fante: Eles não reconheceriam um gigante nem que um moinho de vento estivesse indo pra cima deles com tudo.
Eu: Falando em Dom Quixote, a falta de grana transforma o dinheiro numa coisa metafísica?
Fante: É estranho você dizer isso, parece papo acadêmico, porque é uma metafísica que dói no estômago.
Eu: É como se escrever fosse uma coisa suja, uma dedicação a uma atividade até ofensiva, como, por exemplo, procurar beleza e encantamento numa cidade por mais sórdida que ela seja, e você precisasse de um álibi razoável do tipo: escrevo, mas com uma finalidade, ganhar dinheiro.
Fante: Pode ser, mas a falta de grana é real, no meu caso. A vida é a continuação da literatura por outros meios.
Eu: É que a poesia separada do resto é uma coisa sórdida.
Fante: Que resto?
Eu: A vida.
Fante: Por isso eu odeio cadernos culturais.
Eu: Você imaginava que ia ser usado como pretexto pra um tipo exibicionista de literatura confessional?
Fante: Seja como for, eu não tenho nada a ver com isso. Eu não disse que prefiro Zaratustra a Jesus ensangüentado na cruz?
Eu: E a culpa que corre no seu sangue? Eu, por exemplo, depois de um ano de merda, estou começando uma nova história, um novo amor. Às vezes me flagro pensando que essa história toda vai dar merda, vai dar merda, vai dar merda. Mas não sei se faço isso só pra não perder o orgulho quando der merda, eu dizendo: pelo menos eu sabia que ia dar merda.
Fante: Você não viu pra quem eu dediquei meu livro? To falando de mim, não do Bandini. Tem gente que confunde experiência com experimentação. Experimentação é coisa de sociólogo, gente sem imaginação ou sentimento. Experiência é outra coisa. A vida pode dar um romance, mas a vida não é arrumadinha como um romance. Ou você vive o seu tempo, a sua condição e mergulha nisso, ou vai fazer outra coisa. Caso contrário, todos os roteiros estão traçados pelo conjunto de lixo que você leu e ouviu. Inclusive o meu livro pode virar lixo numa situação dessas.
Eu: Camisa pólo, sapatos brancos e óculos escuros, não é por aí? Nunca fui a Los Angeles e o que me impressiona é a variedade e o número de formas de destruição da cidade. Terremotos, maremotos, animais selvagens perdidos devido à expansão das avenidas, especulação imobiliária, um ar meio apocalíptico que torna a beleza mais urgente, a vida sempre está logo ali, a um passo, mas nunca é real porque sempre está à beira da morte.
Fante: Você não devia se gabar disso, você é de Brasília. Você deve entender alguma coisa de deserto. Poeira também não falta, cada palmo de terreno conquistado à moda turbulenta do velho oeste, tempestades de areia cobrindo a cidade inteira, o céu vermelho, azul de sanguessugas, branco, translúcido e você ali sozinho, debaixo dessa luz que nunca está parada, afundando nos monumentos paranóicos, você também ali sonhando com a sua princesa maia ou pelo menos acreditando que um dia vai encontrar a palavra certa, o percurso que vai fazer da poeira e do brilho uma coisa só, ao mesmo tempo bela e decadente. Que vai dar um pouco de alegria para os solitários e perdidos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

* * *

Luz noturna
Outro coração
Bate no seu peito

Um visitante
Inesperado
Bate à sua porta

Bate à porta
Da alma
Um coração inesperado

O seu inesperado
Coração
Bate à porta
Da sua alma

Lentamente
A luz diurna
Desperta para a ficção
Da vida

Você prepara o seu café
E estranha
É mesmo o seu coração
Que bate em meu peito?

Você olha a densidade
Das nuvens
É uma sensação estranha
Os milagres
E o inferno
São igualmente imerecidos

E ainda assim
Você tem medo
De estragar o fim da história.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bichos do Cerrado - Jaguatirica

A jaguatirica é um animal tão bravo que os colombianos a chamam de tigrinho e os paraguaios de onça-pequena. Caçam à noite e durante o dia, costumam dormir em ocos de árvores e grutas. Vivem aos pares, o que é raro entre os felinos.


Além de subir em árvores com facilidade também são grandes nadadoras.
A grande arma da jaguatirica são suas garras, se não tiver caça ela derruba as telas dos galinheiros com as patas. Ela sempre ataca primeiro com uma boa patada para derrubar a presa, e também não permite que outros animais caçadores entrem no seu território.
É um animal muito difícil de ser domesticado, isso pode até ser conseguido quando é filhote, mas, quando adulta, a jaguatirica muda muito de temperamento. Afinal é um animal selvagem e isso deve ser respeitado.
Nos Estados Unidos a jaguatirica foi extinta e no Brasil está ameaçada de extinção.


Ela é caçada por causa de sua pele, existe o tráfico de animais exóticos que são vendidos para pequenos zoológicos, além disso, por causa do desmatamento falta caça para a jaguatirica e então ela invade as fazendas e é morta.


Novamente o grande predador é o homem.

Leopardus pardalis
Foto: Miguel Mello