Minha conversa com Fante
Neste ano desci duas vezes ao inferno. Descer talvez não seja a melhor palavra, porque o inferno não está abaixo da superfície, no porão do mundo, o inferno é apenas um certo ritmo da vida, uma desorientação fundamental que procuramos esconder sob o véu da realidade. Deixar o inferno subir até você tem um teor libertário, você não é uma presa fácil da realidade e seus artifícios. Por outro lado, o inferno é irrespirável: pensei numa imagem assim, uma sede de quem comeu girassol em pó e pra quem a água se tornou tão imaterial quanto o ar. Quem conhece o inferno precisa de três coisas (todos precisam, mas quem conhece o inferno precisa com mais intensidade): amor, amizade e arte. E aí entram os shows da Banda RioClaro neste ano. Um, em especial, num domingo seguinte ao dia em que eu pensei que queria dormir por uns 10 meses. Estar acordado pra certos encontros da vida é um primeiro passo: o encontro entre uma certa tonalidade do céu de vermelho a azul contra o lago quase dourado e a música que anima duas meninas, duas pequenas dançarinas sobre a grama intensamente verde. Depois de estar acordado, despertar. Iluminar-se. Respirar. Enfim, por isso resolvi escrever, como agradecimento, essa conversa imaginária com John Fante, seguindo uma dica do Ray (um puro devaneio, sem pretensão, não finjo dar conta de um nome consagrado, um livro que esmaga aqueles que tentam copiar o seu estilo, enquanto escrevo isso em meu computador empoeirado).
Eu: Tenho alguns textos, umas coisas meio parecidas com livros, vou soltando meio aleatoriamente porque não tenho essa convicção que vejo em você sobre duas coisas: o meu talento literário e o sentido de ser alguma coisa na vida como um escritor. A minha dúvida é: existe algum lugar adequado para os livros?
Fante: O deserto.
Eu: As cascas de laranja jogadas no chão, as velhas solitárias, os casais brigando, as crianças que nascem a contragosto, os taxistas; isso tudo não é estética, certo?
Fante: São sinais, indícios de alguma coisa parecida com salvação.
Eu: As coisas estão cheias de anjos, ouvi dizer.
Fante: Eu preferia bons charutos, uma noite com aquela mulher de pele cor de raposa, eu preferia ser o autor.
Eu: Isso você conseguiu, ser autor. Tem até seus porta-vozes oficiais e imitadores.
Fante: É uma ironia da história.
Eu: Uma mentira, e não um desejo. O sujeito começa a se levar a sério.
Fante: Do mesmo jeito, o dinheiro é bom porque liberta, mas dinheiro deve ser amado apenas platonicamente.
Eu: Também li isso em algum lugar. Também ando em torno dessa questão do amor, do amor que só faz sentido pra quem é solitário, os momentos de brilho intenso, sempre passageiros, uma recordação depois da outra, até um ponto em que tudo mal se inicia e já é despedida. A memória cansa mais do que a esperança.
Fante: De vez em quando, interrompo as divagações inventando uma perspectiva diferente, por exemplo: um rato observando um escritor debruçado sobre a poeira, sonhando com sua maravilhosa namorada mexicana. Isso dá mais densidade pra realidade, mas também indica que o tempo não é só esse em que estamos presos, esse apocalipse sem fim.
Eu: Aquela princesa que não vai se importar com o fato de você não ser um vencedor, aquela que foi menosprezada como nós. Palmeira, palmeira, palmeira, palmeira. Dois dias seguidos?
Fante: Acreditar em palavras é a pior forma de loucura.
Eu: Alberto Caeiro, Zaratustra (que é melhor do que Jesus), Bandini, muitos dos melhores sujeitos dos últimos tempos são fictícios.
Fante: A realidade asfixia. Mas a ficção não é mentira, não é o oposto do real porque é desejo.
Eu: Nesse sentido é que eu queria entender de anjo. Um anjo me trazendo uma boa garrafa de vinho. Pra te dizer a verdade, não me interesso pela literatura. Acho isso meio bobagem. Não quero um livro que não seja um bilhete premiado pra reinventar o desejo por uma boa namorada e um bom vinho.
Fante: Devaneios. Deus devia ter lido Nietzsche antes de criar o mundo.
Eu: Quando o Bandini diz que poderia ser qualquer coisa, um milionário, um jogador de beisebol, um escritor, eu, diferente de muita gente, acho que é a sério. Ele poderia ser qualquer coisa mesmo, e por extensão, você. Mas você não é Bandini, do mesmo jeito que ele não é o jogador de beisebol. Ele e você e eu somos o que poderia ser qualquer coisa dessas, pessoas comuns. Essa é toda diferença, que acho que alguns confundem quando pensam que fazendo de conta que são Bandini (por exemplo, reclamando da falta de grana) vão virar John Fante. Eles se esquecem, acho, que tudo é possível, incluindo Zaratustra e Caeiro, por conta desse poder ser mesmo, são prisioneiros do ser. Uma coisa é um cara que aspira a ser milionário, outra é o que é milionário, que se confunde com esse papel, a mesma merda rola com o sujeito que se convence que é escritor.
Fante: Eles não reconheceriam um gigante nem que um moinho de vento estivesse indo pra cima deles com tudo.
Eu: Falando em Dom Quixote, a falta de grana transforma o dinheiro numa coisa metafísica?
Fante: É estranho você dizer isso, parece papo acadêmico, porque é uma metafísica que dói no estômago.
Eu: É como se escrever fosse uma coisa suja, uma dedicação a uma atividade até ofensiva, como, por exemplo, procurar beleza e encantamento numa cidade por mais sórdida que ela seja, e você precisasse de um álibi razoável do tipo: escrevo, mas com uma finalidade, ganhar dinheiro.
Fante: Pode ser, mas a falta de grana é real, no meu caso. A vida é a continuação da literatura por outros meios.
Eu: É que a poesia separada do resto é uma coisa sórdida.
Fante: Que resto?
Eu: A vida.
Fante: Por isso eu odeio cadernos culturais.
Eu: Você imaginava que ia ser usado como pretexto pra um tipo exibicionista de literatura confessional?
Fante: Seja como for, eu não tenho nada a ver com isso. Eu não disse que prefiro Zaratustra a Jesus ensangüentado na cruz?
Eu: E a culpa que corre no seu sangue? Eu, por exemplo, depois de um ano de merda, estou começando uma nova história, um novo amor. Às vezes me flagro pensando que essa história toda vai dar merda, vai dar merda, vai dar merda. Mas não sei se faço isso só pra não perder o orgulho quando der merda, eu dizendo: pelo menos eu sabia que ia dar merda.
Fante: Você não viu pra quem eu dediquei meu livro? To falando de mim, não do Bandini. Tem gente que confunde experiência com experimentação. Experimentação é coisa de sociólogo, gente sem imaginação ou sentimento. Experiência é outra coisa. A vida pode dar um romance, mas a vida não é arrumadinha como um romance. Ou você vive o seu tempo, a sua condição e mergulha nisso, ou vai fazer outra coisa. Caso contrário, todos os roteiros estão traçados pelo conjunto de lixo que você leu e ouviu. Inclusive o meu livro pode virar lixo numa situação dessas.
Eu: Camisa pólo, sapatos brancos e óculos escuros, não é por aí? Nunca fui a Los Angeles e o que me impressiona é a variedade e o número de formas de destruição da cidade. Terremotos, maremotos, animais selvagens perdidos devido à expansão das avenidas, especulação imobiliária, um ar meio apocalíptico que torna a beleza mais urgente, a vida sempre está logo ali, a um passo, mas nunca é real porque sempre está à beira da morte.
Fante: Você não devia se gabar disso, você é de Brasília. Você deve entender alguma coisa de deserto. Poeira também não falta, cada palmo de terreno conquistado à moda turbulenta do velho oeste, tempestades de areia cobrindo a cidade inteira, o céu vermelho, azul de sanguessugas, branco, translúcido e você ali sozinho, debaixo dessa luz que nunca está parada, afundando nos monumentos paranóicos, você também ali sonhando com a sua princesa maia ou pelo menos acreditando que um dia vai encontrar a palavra certa, o percurso que vai fazer da poeira e do brilho uma coisa só, ao mesmo tempo bela e decadente. Que vai dar um pouco de alegria para os solitários e perdidos.
domingo, 23 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Junior Brown é inacreditável!
Jamieson "Junior" Brown nasceu numa tarde ensolarada do dia 12 de junho em 1952. Guitarrista e cantor de country music, já passou duas vezes na Billboard e lançou uma dezena de álbuns bacanas. Como guitarrista, pra nós da banda Rioclaro, é simplesmente o mais criativo da country music.
O modelo de sua guitarra já mostra que o cara não veio para ser mais um. Este cowboy louco idealizou uma mistura de guitarra com Lap steel. De Kirksville, Indiana, aprendeu a tocar piano com seu pai. Depois ficava horas e horas sonhando com as ondas de Waimea ouvindo The Shadows, Dick Dale e Hank Williams. Esta excêntrica mistura, rapidamente o jogou para os palcos. No início dos anos 60, Brown já trabalhava para grupos como: The Last Mile Ramblers, Dusty Drapes and the Dusters e Asleep at the Wheel tocando steel. Com ajuda de Michael Stevens, em 1985, Junior inventou sua guitarra de dois braços e chamou o instrumento "Guit-steel". Para tocá-la, o cara fica em pé atrás do instrumento sobre um pequeno suporte. O braço de cima é uma guitarra de seis cordas tradicional, enquanto a parte inferior é um lap steel para tocar com slide. Com uma máquina dessas, Tornou-se num típico herói da guitarra em todo o Texas. Seu álbum de estréia foi "12 tons de marrom" em 1990 , lançado pelo selo britânico Demon Records , relançado em 1993 seguidos por Guit with It. Em 1995, Brown lançou "Semi Crazy", e em 1997 Long Walk Back. Antes disso, Brown arrasou cantando o clássico “409” junto com os Beach Boys. Foi quando levou o CMA Country Music Video of the Year de 1996 .
A música de Brown, também rola em muitos filmes, incluindo "Eu, Eu Mesmo e Irene", "Bob Esponja", e na nova versão de "Dukes of Hazzardd" , no qual ele também atuou como narrador. Embora seu estilo original seja o countryzão americano, para relembrar os velhos tempos, algumas de suas performances buscam sempre o surf rock instrumental das antigas.
O modelo de sua guitarra já mostra que o cara não veio para ser mais um. Este cowboy louco idealizou uma mistura de guitarra com Lap steel. De Kirksville, Indiana, aprendeu a tocar piano com seu pai. Depois ficava horas e horas sonhando com as ondas de Waimea ouvindo The Shadows, Dick Dale e Hank Williams. Esta excêntrica mistura, rapidamente o jogou para os palcos. No início dos anos 60, Brown já trabalhava para grupos como: The Last Mile Ramblers, Dusty Drapes and the Dusters e Asleep at the Wheel tocando steel. Com ajuda de Michael Stevens, em 1985, Junior inventou sua guitarra de dois braços e chamou o instrumento "Guit-steel". Para tocá-la, o cara fica em pé atrás do instrumento sobre um pequeno suporte. O braço de cima é uma guitarra de seis cordas tradicional, enquanto a parte inferior é um lap steel para tocar com slide. Com uma máquina dessas, Tornou-se num típico herói da guitarra em todo o Texas. Seu álbum de estréia foi "12 tons de marrom" em 1990 , lançado pelo selo britânico Demon Records , relançado em 1993 seguidos por Guit with It. Em 1995, Brown lançou "Semi Crazy", e em 1997 Long Walk Back. Antes disso, Brown arrasou cantando o clássico “409” junto com os Beach Boys. Foi quando levou o CMA Country Music Video of the Year de 1996 .
A música de Brown, também rola em muitos filmes, incluindo "Eu, Eu Mesmo e Irene", "Bob Esponja", e na nova versão de "Dukes of Hazzardd" , no qual ele também atuou como narrador. Embora seu estilo original seja o countryzão americano, para relembrar os velhos tempos, algumas de suas performances buscam sempre o surf rock instrumental das antigas.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Como ajudar a Região serrana do Estado do Rio
Por aqui, tanto passamos e aqui fizemos os primeiros shows da banda Rioclaro. Hoje, grande parte disso está sob lama. É comovente, de uma tristeza sem fim.
Em nome da banda Rioclaro, eu peço que as pessoas contribuam com donativos, alimentos, material higiene pessoal, roupas, aqui em Brasília e em todo canto do Brasil. Neste comecinho de ano e finzinho de festas, de retorno aos shows, a banda Rioclaro se solidariza com as enchentes na Região Serrana. Os caras da banda se sensibilizaram para também contribuir. Pedimos que todos os amigos aqui do Blog ajudem essa belíssima região, onde tantas vezes tocamos nossas canções.
É um pedido de coração.
Ray Titto
Prefeitura de Petrópolis
Banco do Brasil Ag: 0741-2 Conta 110000-9
Caixa Econômica Federal Ag: 4146 Conta 2011-1
Cruz Vermelha - Banco Real Ag:0201 Conta 1793928-5
Para Doações:
no Rio de Janeiro
Ginásio do Maracanãzinho - 08h às 20h entrada pelo Portão 12
Em Niterói
Ginásio Caio Martins - 08 às 20h entrada pelo Portão principal da Avenida Roberto Silveira - garrafas de água potável, fraldas, colchonetes... e alimentos não-perecíveis.
No Brasil
Interessados em fazer doações para as vítimas da chuva na região serrana do Rio de Janeiro podem levar alimentos não perecíveis, produtos de higiene, cobertores, colchões e água para diversos postos espalhados pelo Estado. Desde o início da manhã de hoje, os postos, delegacias e inclusive a sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão mobilizados para receber donativos. São cerca de 25 pontos ao longo de 1,4 mil quilômetros de rodovias federais fluminenses. Quem quiser colaborar pode ligar para o telefone 191, que atende 24 horas por dia, e saber qual o local mais próximo.
A Cruz Vermelha Brasileira, que irá fazer a triagem dos donativos recebidos pela PRF, também recebe doações na Rua Coronel Bernardino de Melo, 2.085, em Nova Iguaçu. Todo o material arrecadado será distribuído de acordo com as necessidades de cada localidade. As unidades da Polícia Militar também estão recebendo doações. Os produtos serão encaminhados ao 12º Batalhão, em Niterói, de onde seguem para as áreas afetadas.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Ano Novo? Oração pra amanhã e pra noite que se aproxima
Escrevendo como um louco pra tapar os buracos. Este vazio na boca
do estômago. Nascemos num mundo sem deus e a luz é abundante, mas insuficiente pra aquecer nossas almas congeladas de pavor. Oito-Olhos é apenas alguém que acredita no mundo e na vida, atravessa todos os túneis e considera a morte, a sua meu amor e a de todos outros, um fato consumado. Entrevejo anjos se dissolvendo nessa luz fraca pra aquecer nossos corações, mas forte pra destruir o tênue fio do desejo. Como o desejo é forte pra me fazer sentir que sou apenas um e um é pouco e o tempo não é curto é apenas fechado, uma sala de paredes que se fecham sobre você e você quer saltar fora do tempo. Como o desejo é fraco pra dar conta de tudo isso, o desejo nada pode contra essa luz opaca e frágil e ainda assim somos mais frágeis que ela e mais frágeis que o desejo. Quais são seus planos pra esta noite? Pra amanhã? Alguma viagem impossível, um reencontro: o tempo não se deixa enganar. Preenchendo o vazio
de sentido com palavras. E como as palavras são fracas, ainda mais fracas que nós, mais fracas que a nossa voz, onde elas deslizam e se dissolvem, à luz fraca do dia. E como você gostaria que as coisas falassem, não só as flores, que tudo falasse, ao menos seria menor a solidão. Mas nada fala, tudo é rumor. Tudo é desordem e as pessoas tentando se esconder disso dando ordens. Nós também não falamos, apenas tentamos tapar os buracos com palavras. Alguma ação que me faça esquecer que o universo é surdo que estamos sozinhos que a luz é forte pra meus olhos, mas fraca pro meu coração e que a luz também não diz nada. O presente é frágil, a vida é frágil, cada gota de alegria é frágil e no entanto a memória é ainda mais frágil e o medo é maior porque é a forma de lucidez que resta pra habitantes cegos de um mundo vazio
e como todas as noites rezo (pra quem?): só mais um dia, mais uma noite, mais um dia, mais uma noite, mais um dia de alegria é o que peço ao Acaso que nos persegue no claro intuito de criar mania de perseguição & delírios coletivos. Acreditar em palavras é a pior forma de loucura. Ainda assim rezo e entrego aos deuses, sejam quais forem, ao asfalto, às luzes, às armas de fogo, às mesas, ao entardecer vermelho da cidade meu pedido solene: só mais um dia, mais uma noite de alegria.
do estômago. Nascemos num mundo sem deus e a luz é abundante, mas insuficiente pra aquecer nossas almas congeladas de pavor. Oito-Olhos é apenas alguém que acredita no mundo e na vida, atravessa todos os túneis e considera a morte, a sua meu amor e a de todos outros, um fato consumado. Entrevejo anjos se dissolvendo nessa luz fraca pra aquecer nossos corações, mas forte pra destruir o tênue fio do desejo. Como o desejo é forte pra me fazer sentir que sou apenas um e um é pouco e o tempo não é curto é apenas fechado, uma sala de paredes que se fecham sobre você e você quer saltar fora do tempo. Como o desejo é fraco pra dar conta de tudo isso, o desejo nada pode contra essa luz opaca e frágil e ainda assim somos mais frágeis que ela e mais frágeis que o desejo. Quais são seus planos pra esta noite? Pra amanhã? Alguma viagem impossível, um reencontro: o tempo não se deixa enganar. Preenchendo o vazio
de sentido com palavras. E como as palavras são fracas, ainda mais fracas que nós, mais fracas que a nossa voz, onde elas deslizam e se dissolvem, à luz fraca do dia. E como você gostaria que as coisas falassem, não só as flores, que tudo falasse, ao menos seria menor a solidão. Mas nada fala, tudo é rumor. Tudo é desordem e as pessoas tentando se esconder disso dando ordens. Nós também não falamos, apenas tentamos tapar os buracos com palavras. Alguma ação que me faça esquecer que o universo é surdo que estamos sozinhos que a luz é forte pra meus olhos, mas fraca pro meu coração e que a luz também não diz nada. O presente é frágil, a vida é frágil, cada gota de alegria é frágil e no entanto a memória é ainda mais frágil e o medo é maior porque é a forma de lucidez que resta pra habitantes cegos de um mundo vazio
e como todas as noites rezo (pra quem?): só mais um dia, mais uma noite, mais um dia, mais uma noite, mais um dia de alegria é o que peço ao Acaso que nos persegue no claro intuito de criar mania de perseguição & delírios coletivos. Acreditar em palavras é a pior forma de loucura. Ainda assim rezo e entrego aos deuses, sejam quais forem, ao asfalto, às luzes, às armas de fogo, às mesas, ao entardecer vermelho da cidade meu pedido solene: só mais um dia, mais uma noite de alegria.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Boas Festas e um feliz 2011!
Valeu a todos os amigos que fizeram parte desse maravilhoso ano de 2010. E a gente se encontra, por aí, em 2011.
Férias!!!
Férias!!!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Uma bela festa country
Elton, Renata Varella, Fred, Keyla Montenegro, Rony Estrada e Flamel. O prestígio da presença dos amigos da UCS
Renato Faria, Fabiana e Paulo Steel
Oa amigos Léo Cowboy e Boi
Carol e Camila as Botequeiras
Elto e Wiliam
Tocando Johnny Cash
"... Enquanto hoje, o sol vai baixando, as nuvens de dourado a vermelho, a música sopra o espaço que se infla como um balão. Há reflexos na água, bronze de fim de tarde. Duas garotinhas dançam no campo de futebol, o gramado verde, os vestidos branco e vermelho contra a encosta matizada de verde a cinzanegro. Depois de embaralhar a consciência, as coisas se misturam, as cores, a música não vem do palco em que meu irmão toca, salta do lago depois de um mergulho, música viscosa que preenche o espaço como um aquário. Não sei bem quando, meu irmão vem e me pergunta se estou acordado. Desperto, ele quis dizer, talvez. Iluminado. Não neste momento, agora estou apenas sentindo os impactos do mundo como se eu fosse uma engrenagem a mais. A alegria entrando pelo ouvido, passando do coração aos olhos, às cores, ao som, ao espaço...."
Daniel Faria
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
* * *
Luz noturna
Outro coração
Bate no seu peito
Um visitante
Inesperado
Bate à sua porta
Bate à porta
Da alma
Um coração inesperado
O seu inesperado
Coração
Bate à porta
Da sua alma
Lentamente
A luz diurna
Desperta para a ficção
Da vida
Você prepara o seu café
E estranha
É mesmo o seu coração
Que bate em meu peito?
Você olha a densidade
Das nuvens
É uma sensação estranha
Os milagres
E o inferno
São igualmente imerecidos
E ainda assim
Você tem medo
De estragar o fim da história.
Outro coração
Bate no seu peito
Um visitante
Inesperado
Bate à sua porta
Bate à porta
Da alma
Um coração inesperado
O seu inesperado
Coração
Bate à porta
Da sua alma
Lentamente
A luz diurna
Desperta para a ficção
Da vida
Você prepara o seu café
E estranha
É mesmo o seu coração
Que bate em meu peito?
Você olha a densidade
Das nuvens
É uma sensação estranha
Os milagres
E o inferno
São igualmente imerecidos
E ainda assim
Você tem medo
De estragar o fim da história.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Chuck Berry - O homem que inventou a guitarra rock and roll
Há 55 anos, Chuck Berry inventou o rock and roll. Mas ele prefere falar sobre cortar a grama, matemática e poesia. Uma rara entrevista com uma lenda de 83 anos que diz estar apenas começando No decorrer de uma carreira que se estende por seis décadas, Chuck Berry, provavelmente a figura mais importante na evolução do rock and roll, estabeleceu algumas regras de vida bem rígidas. Entre elas: não haverá performance a menos que o pagamento seja recebido à vista, em dinheiro; nada de limusines ou motoristas: o Sr. Berry prefere ele mesmo dirigir quando está em turnê; a banda de abertura não pode mencionar o nome Chuck Berry durante seu set; e, finalmente, nunca confie em jornalistas. Por causa da quarta regra, Berry é conhecido não só por não dar entrevistas mas também por enxotar jornalistas do Berry Park, sua propriedade nas proximidades de St. Louis. Aos 83 anos, ele se tornou um dos pioneiros do rock mais mal compreendidos, descrito com freqüência como azedo, teimoso e irascível. Como colocou Keith Richards certa vez: "Amo seu trabalho, mas não seria capaz de me afeiçoar a ele nem se fôssemos cremados juntos”.
John Lennon e Keith Richards
. Se ele não gostar de você ou se sentir desconfortável, a entrevista durará provavelmente uns cinco minutos. DisseJoe Edwards, proprietário do lugar e amigo de longa data do músico.
- E fale devagar. Ele fica frustrado quando não consegue ouvir e pode ir embora. Berry está parado esperando no restaurante, longe o suficiente dos olhares dos frequentadores, perto de um pôster enquadrado que divulga seus primeiros shows como líder de banda no início dos anos 50. A primeira coisa que alguém nota em Berry são suas mãos: são grandes, com unhas compridas e dedos grossos. Parecem feitas não para o dedilhado sutil, mas para os altos, intensos e transbordantes riffs que fizeram a música dele parecer tão mais jovem selvagem e perigosa que o rhythm & blues de seus predecessores.
E há o seu traje. Ideal para o tipo de homem que quer se destacar: uma camisa de botões rosa claro com um grande e brilhante broche, óculos escuros e um chapéu branco de capitão. E, por fim, há a atitude: humilde e amigável, ainda que firme e implacável. "Ah, ele conseguiu chegar", diz Berry como saudação, pelo repórter estar atrasado, embora estivesse, na verdade, dois minutos adiantado.
Enquanto entra na sala de jantar particular, Berry ameaça pegar o lugar na cabeceira da mesa, mas então reconsidera e modestamente senta-se em um dos outros lugares. É o primeiro sinal de que ou Berry é muito mais humilde do que a reputação que o precede ou então amoleceu com a idade.
- Posso ver as perguntas? Disse Berry.
- Ele prefere entrevistas que são mais como conversas. Entrando no meio da conversa para persuadir Berry a abrir mão do pré-requisito, diz Edward enquanto Berry ameaça sair quando vê o gravador, mas hesita e diz:
- Eu costumava trabalhar na Kroger's. Quando a loja abria, você tinha que estar lá. Quando trabalhei numa fábrica de automóveis, havia relógio de ponto. Mostrava se você chegava um minuto atrasado. Se você tem um trabalho remunerado, precisa comparecer. Logo, Berry encontrou algo novo para reclamar: a dicção do repórter, e como ele não conseguia ouvir as letras t e g nas perguntas. Ele começa a contar como aprendeu a corretamente escutando Nat "King" Cole e como passou a vida se esforçando para usar as palavras de maneira apropriada em vez de suas gírias equivalentes. Os minutos passam tensos, mas lentamente Berry começa a relaxar. O ponto em que tudo muda começa durante a discussão sobre um de seus passatempos favoritos: o jogo. Quando todo mundo explode em risadas, Berry repentinamente tira seus óculos escuros, coloca um aparelho de audição e abre um sorriso largo.
- Já posso sentir que você é um entrevistador muito bom, e esse tipo de entrevista pode demorar. Ele finalmente diz:
- Vamos falar coisas que quero dizer há anos!
Berry não tem intenção de tentar abrir sua alma ou parecer legal ou cumprir exemplarmente uma obrigação de trabalho. Em vez disso, ele aborda a conversa como se fosse um evento teatral, buscando iluminação ou risadas como resposta a cada mudança de tópico. Cada riso que recebe por uma de suas piadas, trocadilhos ou gestos o deixa mais entusiasmado. Em certo momento, disse:
- Também sou comediante. Queria ser comediante. E fiz tanto essas coisas na escola que não conseguia arrumar namorada. - Eu jogo em caça-níqueis, e anteontem consegui quatro jackpots. Estava lá sentado vendo se conseguia cinco. Agora, se isso é ser ganancioso, então sou ganancioso. Assim, eu imagino se há algo mais do que levantar a plateia em um show. Será que há? Se a resposta é sim, quero tentar! Se isso é ganância, então sim, sou um pouco ganancioso. Disse Berry.
- Não. Há Louis Jordan. Há Count Basie. Nat Cole com certeza. Aquele cara, Joe Turner. Há Muddy Waters, Blue Eyes (Frank Sinatra) e Tommy Dorsey.
Enquanto esses artistas podem ter inspirado Berry, todos eles tocavam no idioma blues,
jazz ou pop. Berry estava entre os primeiros a fundir blues e country sobre uma batida de rhythm & blues e transformar em algo que a cultura jovem poderia chamar de seu.- Apenas sinto que tirei minha inspiração, educação e um pouco de tudo dos outros que vieram antes de mim. Acrescentei algo meu... Nem sei se acrescentei. Eu toquei e soou diferente.
Com freqüência ele era contratado para tocar em casas que aderiam à segregação, garotos brancos de um lado e negros do outro.
- Os brancos curtiam o blues e os negros gostavam dos honk-tonks.
Assim, a contribuição de Berry ao rock and roll veio em partes por causa de sua tentativa de agradar aos dois públicos simultaneamente. Quando questionado sobre qual conselho daria a si próprio, ele pensa e ri.
- Não pegar o carro daquele cara... Deixar por lá a camisa que eu peguei de cima do balcão daquela loja e terminaria o ensino médio.
“Comecei com esses três senhores, porque eles eram o máximo em simplicidade. Faziam tudo parecer simples, mas se você tentar tocar como John Lee Hooker ou Jimmy Reed, não é tão fácil assim. Toquei boleros com meu pai nas ruas, mas prestava atenção em Chuck Berry”
Carlos Santana
“Chuck Berry é o rock'n'roll. Eu ficava impressionado com as músicas que ele escrevia. Posso dizer que deve ser o melhor conjunto da obra que me vem à cabeça. E Chuck não é só o rock'n'roll, ele é o jazz, o blues e todo o resto. Quando escuto "SchoolDays", "Too Much Monkey Business", "Little Queenie", "Johnny B. Goode", simplesmente começo a viajar.”
Keith Richards
Charles Edward Anderson Berry
influenciou Elvis Presley, The Beatles, Rolling Stones e Eric Clapton, que chegou a declarar que “se não fosse Chuck Berry, jamais teria pegado em uma guitarra”.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Imagens do Rio de Janeiro
"Toma-se conta de crança"
Blindados
Bope
Grafitte
Foto Reinaldo Dollinger
Sniper
Foto Adriano AS Rodrigues
Por Guillermo Planel
domingo, 28 de novembro de 2010
John Wayne por Jeff Bridges. Bravura Indômita - True Grit
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Rio de Janeiro
Foto: Michel Filho
Direitos Humanos
Filme ViVendo um Outro Olhar
De Guillermo Planel
ViVendo um outro olhar é a terceira parte de um projeto sobre fotojornalismo no Rio de Janeiro, que trata de diversos assuntos que engloba desde a fotografia, a imprensa, os direitos humanos e sociedade, tudo isso em um documentário de 78 minutos, que trata sobre a renovação dos paradigmas da comunicação popular, como a favela é vista pela imprensa e como ela mesma se vê. O filme mostra que existe um novo olhar em relação aos conceitos de Cidade Partida, como o próprio Zuenir Ventura define no filme. A favela deixa de ser uma parte empobrecida, menosprezada, que criminaliza a pobreza, para se tornar uma parte participante nas criações das novas políticas públicas sociais.
No processo de realização do trabalho, surgiu o entendimento de que tratar a favela como geradora de violência apenas, como normalmente é abordado o assunto, é na verdade o empobrecimento do processo da comunicação de nossa sociedade atual. As “multi-perceptividades” de vozes e de olhares que surgem ao longo do filme são importantes no sentido de apresentar as comunidades a partir de um enfoque aberto sem criar um discurso, um monólogo, a partir dos principais aspectos sociais deste assunto.
Neste processo, a beleza é revolucionária, é um processo político sem ser partidário. É através da beleza, das ações sociais positivas, que se cria um novo conceito de sociedade integrada, enquanto se reestruturam os problemas sociais, por parte do Estado, com a esperança de que a violência das armas e a pobreza discriminatória sejam por fim resolvidas.
Criado como um complemento de Abaixando a Máquina e Imagens do Jongo, o objetivo principal de ViVendo um Outro Olhar, é mostrar o papel preponderante da imprensa na criação de uma sociedade mais justa, quando isso se aplica e quando não, onde estão as questões éticas e onde está se vendendo a dor dos outros de forma indiscriminada. Como os vários setores da sociedade entendem o assunto, sob o ponto de vista da produção de imagens na cidade.
Em resumo, o filme trata do processo de humanização da mídia versus o jornalismo sensacionalista do passado, o tal do espreme e sai sangue, que normalmente banalizava a violência em suas capas. É um contraponto com a visão do jornalismo feito por setores sociais, que quase nunca têm acesso ao processo de estruturação da sociedade, mas que têm o diferencial de estar no contexto da realidade retratada.
Por Guillermo Planel
Direitos Humanos
Filme ViVendo um Outro Olhar
De Guillermo Planel
ViVendo um outro olhar é a terceira parte de um projeto sobre fotojornalismo no Rio de Janeiro, que trata de diversos assuntos que engloba desde a fotografia, a imprensa, os direitos humanos e sociedade, tudo isso em um documentário de 78 minutos, que trata sobre a renovação dos paradigmas da comunicação popular, como a favela é vista pela imprensa e como ela mesma se vê. O filme mostra que existe um novo olhar em relação aos conceitos de Cidade Partida, como o próprio Zuenir Ventura define no filme. A favela deixa de ser uma parte empobrecida, menosprezada, que criminaliza a pobreza, para se tornar uma parte participante nas criações das novas políticas públicas sociais.
No processo de realização do trabalho, surgiu o entendimento de que tratar a favela como geradora de violência apenas, como normalmente é abordado o assunto, é na verdade o empobrecimento do processo da comunicação de nossa sociedade atual. As “multi-perceptividades” de vozes e de olhares que surgem ao longo do filme são importantes no sentido de apresentar as comunidades a partir de um enfoque aberto sem criar um discurso, um monólogo, a partir dos principais aspectos sociais deste assunto.
Neste processo, a beleza é revolucionária, é um processo político sem ser partidário. É através da beleza, das ações sociais positivas, que se cria um novo conceito de sociedade integrada, enquanto se reestruturam os problemas sociais, por parte do Estado, com a esperança de que a violência das armas e a pobreza discriminatória sejam por fim resolvidas.
Criado como um complemento de Abaixando a Máquina e Imagens do Jongo, o objetivo principal de ViVendo um Outro Olhar, é mostrar o papel preponderante da imprensa na criação de uma sociedade mais justa, quando isso se aplica e quando não, onde estão as questões éticas e onde está se vendendo a dor dos outros de forma indiscriminada. Como os vários setores da sociedade entendem o assunto, sob o ponto de vista da produção de imagens na cidade.
Em resumo, o filme trata do processo de humanização da mídia versus o jornalismo sensacionalista do passado, o tal do espreme e sai sangue, que normalmente banalizava a violência em suas capas. É um contraponto com a visão do jornalismo feito por setores sociais, que quase nunca têm acesso ao processo de estruturação da sociedade, mas que têm o diferencial de estar no contexto da realidade retratada.
Por Guillermo Planel
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Cais & Porto Lounge Bar

Rioclaro é - Ray Titto (voz e guitarra), Paulo Steel (guitarra, pedal steel, voz),
Victor Lacombe (bateria) Renato Faria (baixo e vocais)
Cais & amp; Porto - Lounge Bar
Barreiras - Oeste da Bahia
Música ao VivoShow da banda Rioclaro
Produção: Cais & Porto
Local: Cais & amp; Porto
Sexta feira 03 de dezembro 23h
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Rioclaro no Fraterno - A longa estrada
"Prá chegar até aqui, por tantas estradas passei...
... Prá ter o presente, quantos passados passei
Sei que o futuro é gerado no berço do passado
Sei que toda longa jornada, começa no primeiro passo
Mais tarde, quando a estrada chegar ao fim
Talvez encontre que me ensinou a aprender
Talvez tenha amado quem me ensinou a amar
Talvez tenha dado passos certos como quem me ensinou a andar
Ah! depois do fim da estrada
Quando nada mais restar pra lembrar a viagem
Volte os olhos para o início da estrada
Conte quantos ficaram à margem da estrada
Quantos ficaram caídos nessa longa estrada
E quantos chegaram com você no final da estrada
Aqueles que chegaram com você, ame-os
Aqueles que ficaram à margem da estrada, busque-os
Aqueles que caíram na longa estrada, levante-os
E ao recontar os que chegaram ao final da estrada,
Conte todos, ame-os, todos, para sempre. Amém!"
José Machado Verissimo
Country music e Rock and Roll
no Rio de Janeiro
Lançamento do álbum Chão Vermelho
Restaurante Fraterno Baixo Piratininga
na Cidade de Niterói
Banda Rioclaro
Ray Titto
Luiz Bessa e Fábio Pinheiro
Victor Lacombe, Paulo Steel - Show da banda Rioclaro em Niterói
Eduardo Camacho e Ray Titto
Frank Texas - Motoclube Anjos Negros
Vássia e Aline Aboud
Reencontro de velhos Cadillacs: Marcelo Uberaba, Ray Titto e Luis Bessa - o Ferreirinha!
Fundadores da primeira banda de Rockabilly do Estado do Rio de janeiro
Os bons fluidos de Victor Lacombe
Acabando de receber os cds da Sonny music. Um brinde no Steake House!
Frank Texas cantando umas encrencas do Rei
Renata e Andréia
Rozaninha!!!!
Galera da Santos Dumont - Travessa Caio Martins Niterói RJ
Paulo Steel
Sueli Camacho, Giane , Carlos Saraça e Renata Varella
Ray Titto, Dani Lopes, Vanessa Godoy e a senhora Lilian Castello BrancoTitto
... Prá ter o presente, quantos passados passei
Sei que o futuro é gerado no berço do passado
Sei que toda longa jornada, começa no primeiro passo
Mais tarde, quando a estrada chegar ao fim
Talvez encontre que me ensinou a aprender
Talvez tenha amado quem me ensinou a amar
Talvez tenha dado passos certos como quem me ensinou a andar
Ah! depois do fim da estrada
Quando nada mais restar pra lembrar a viagem
Volte os olhos para o início da estrada
Conte quantos ficaram à margem da estrada
Quantos ficaram caídos nessa longa estrada
E quantos chegaram com você no final da estrada
Aqueles que chegaram com você, ame-os
Aqueles que ficaram à margem da estrada, busque-os
Aqueles que caíram na longa estrada, levante-os
E ao recontar os que chegaram ao final da estrada,
Conte todos, ame-os, todos, para sempre. Amém!"
José Machado Verissimo
Country music e Rock and Roll
no Rio de Janeiro
Lançamento do álbum Chão Vermelho
Restaurante Fraterno Baixo Piratininga
na Cidade de Niterói
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